quinta-feira, 1 de junho de 2017

CAFÉ COM CONHECIMENTO: DANIELA SORRENTINO SOBRE TERAPIA FREQUENCIAL


Hoje o Café com conhecimento é com a Dra. Daniela Sorrentino Rodrigues, médica, especialista em biofísica quântica e pós-graduada em acupuntura, sobre o tratamento com frequencial. Ótima leitura!






1)                 Explique como é feito um frequencial. Os cuidados que tem que ter com armazenamento e proximidades com outras substâncias

Se bem armazenada, a homeopatia frequencial tem uma validade quase infinita. Não se deve deixar perto de eletrônicos (televisão, celulares, computadores, micro-ondas) e proteger do calor. Os frascos podem ser embalados em papel alumínio para ajudar a proteger. Em uma viagem, por exemplo, o frasco passará pelo raio X e assim perderá a homeopatia.

2)                  Qual a diferença de homeopatia, floral e uso de frequências?
Homeopatia e floral são produtos. Na homeopatia, por exemplo, você dilui o produto em diversas partes. É o que chamamos de dinamização. Acelera-se o processo de ação daquele produto, então tira-se a massa e deixa o produto mais energético conservando-o. O floral é um concentrado. Geralmente utiliza-se ervas para extrair a essência. Já na homeopatia frequencial não há nada de produto. É basicamente água e algum outro meio para potencializar o tempo de conservação podendo ser glicose, soro, açúcar, álcool. Por isso chamam de floral ou de homeopatia, mas, na verdade, a frequência não é nem homeopatia nem floral, mas se enquadra nos dois pela questão da dinamização e do efeito parecido com o floral

3)                 Qual o líquido usado seria melhor para fazer o frequencial? Ele evapora? Se deixar o vidro aberto ou gelado perde o efeito?
Deixar o frasco aberto não tem problema. A homeopatia não se perde. Ela não evapora. A água pode evaporar, mas, a água restante no frasco se mantém íntegra guardando aquela frequência inicial. Não é precisa colocar em geladeira ou congelar por que isso altera a estrutura molecular da água. Deixe sempre em local de fácil visualização e longe de aparelhos eletrônicos.

4)                 Qual seria a diferença de tomar o frequencial pronto da farmácia ou quando se captura também da criança?
Sem dúvida alguma, se há a possibilidade de capturar a frequência do paciente e colocar na homeopatia o resultado é melhor, mas isso não é necessário para toda terapia. Mas há algumas terapias, como a do câncer, que é necessário.  Mas em terapias comuns não é necessário.

5)                 Os quadros mais comuns no autismo são disbiose intestinal, hiperatividade, falta de cognição, agressividade, alergias, não falar e alguns casos de epilepsias. Quais os frequenciais seriam indicados? Poderia colocar todos no mesmo frasco? Qual seria a posologia?
O primeiro passo é desintoxicar. Para isso é necessário usar um frequencial para desintoxicação de metais, parasitas e radiação. Com isso há melhora na disbiose nas alergias. E sabendo a que a criança tem alergia é possível fazer um frequencial específico e melhorar a absorção. Na questão da agressividade pode-se usar um frequencial que atue no lado emocional que gere uma estabilizada. Pode-se usar frequenciais das enzimas digestivas para melhorar a questão da disbiose da absorção dos alimentos enquanto se faz o tratamento com lactobacilos e os tratamentos adequados para a disbiose e desintoxicar da cândida, que é um dos indicadores que o paciente está com disbiose.

6)                 Existe melhor hora para tomar o frequencial?
A posologia segue um padrão que funciona para a maioria das pessoas. Geralmente usa-se 10 gotas em adultos, e para crianças, 6 a 8 gotas. Deve-se avaliar na posologia, a dinamização para definir o número de gotas e o número de ingestão. Existem homeopatias que não interferem em nada no horário, como aquelas que servem para desintoxicar e que podem ser tomadas a qualquer hora do dia e não irão interferir no sono e no rendimento do paciente. Mas existem homeopatias que devem ser administradas em horários específicos, como a Melatonina, por exemplo, que deve ser administrada antes de dormir.
7)                 Como você sugere a administração dos frequenciais, um por vez ou vários juntos?
Podem ser usados todos juntos, sem problemas. O ideal é deixar um tempo debaixo da língua. Pinga embaixo da língua, deixa um tempinho, engole, e em seguida pode fazer o mesmo com outra homeopatia. Pode também pegar um copo contendo água dispor as gotas e ingerir. O que não deve ser feito é colocar muito frequencial em um frasco porque a estrutura molecular da água será alterada.

8)                 Se temos falta de vitamina D e tomamos o frequencial da vitamina D não precisamos da vitamina D então? O corpo não precisa de minerais, de vitaminas, etc para funcionar bem?
Isso não é verdade. A grande maioria dos minerais e vitaminas não são produzidas pelo nosso corpo, mas, precisamos suplementar e melhorar a resposta final do corpo.

9)                 Poderia explicar como se dá a ação do frequencial? O efeito é permanente ou somente enquanto se toma?
Da mesma forma como colocamos a homeopatia na água, ele atuará no nosso corpo. É como um elétron se chocando com o outro para que estes vibrem na mesma frequência. A homeopatia entra no corpo e gera essa diferença de potencial fazendo com que os elétrons respondam e comecem a vibrar na mesma frequência. Em relação ao efeito depende do que o paciente está usando. Um efeito permanente ou um efeito que dura é justamente as desintoxicações. Uma vez que seu corpo foi forçado a eliminar as toxinas o efeito será permanente até que ocorra nova intoxicação. Porém há homeopáticos que devem ser usados para sempre, principalmente quando falamos de homeopatias para radiação, assim como homeopatias para a parte emocional, e alguns frequenciais para o sono, como a melatonina. 

10)             Como funciona a máquina que produz os frequenciais?  Ela já vem programada com frequências determinadas ou é capaz de captar uma determinada frequência que se queira e usar essa informação frequencial para impregnar a água? Qual o nome do equipamento? Onde compra e quanto custa?
Existe uma máquina que realiza essa captura dos frequenciais e a cópia da frequência na homeopatia. Existe um banco de dados disponível, mas também há a possibilidade de capturar a frequência do que desejar. Em relação a máquina, a que uso hoje se chama Potentize que é uma máquina da empresa Nova Ciência. Tem um preço bem acessível, que gira em torno de R$ 1.500,00 a R$ 1.700,00 e existe também uma máquina industrial que é um pouco mais cara, em torno de R$ 10.000,00.

11)              Se frequenciais tem forma de ação semelhante a florais, inclusive alguns sistemas misturam os dois, porque apenas 4 gotas não são suficientes para transmitir ao corpo a informação contida nenele, assim como é com os florais?
A diferença é que no floral temos produto e o frequencial não tem produto e esse é o primeiro motivo que faz com que usemos menos gotas no floral [por ser mais concentrado].  Quando utilizamos o floral na água é uma forma de “homeopatizar” e acelerar o processo dele. A homeopatia vibracional é, basicamente, energia, principalmente quando há a dinamização. Sendo assim precisa-se de mais gotas porque não há massa/produto.

12)               Frequenciais ajudam a desintoxicar metais e podem ajudar na concentração e cognitivo?
São homeopáticos especiais para parasitas ou pode ser para parasitas específicos. Muitos pacientes se desintoxicam de metais primeiro e os parasitas ainda persistem. Às vezes eles estão ativos, outros inativos ou encapsulados. E isso vai influenciar no tempo do tratamento e pode ser controlado através de sorologia e exames de sangue.
Eles podem ajudar na concentração e no cognitivo se for usado o frequencial e a substância certa. Quando se eliminam os metais e os parasitas presentes já obteremos uma resposta favorável em relação à concentração e ao cognitivo.

13)             Existe alguma contraindicação ou efeitos colaterais quanto ao uso?
Não existe nenhuma contraindicação porque não tem produto, apenas frequência. Existem efeitos adversos, mas não é um efeito ruim, é um resultado de que o tratamento está adequado, chamado efeito REX.  Em alguns casos pode acontecer dor de cabeça, cansaço, febre, dor no corpo, espinhas, lesões de pele, etc. Isso tende a passar e não precisa suspender o tratamento, porém nem todos os pacientes manifestam esses efeitos colaterais.

14)               Fazer o frequencial de canabidiol de um óleo mais concentrado interfere no resultado do frequencial? Meu filho teve efeitos contrários ao esperado (agitou e lficou choroso). Devo administrar novamente? Ou devo fazer frequencial de óleo menos concentrado?

Pode ocorrer uma dinamização muito forte em cima do concentrado e isso pode gerar essa agitação. Quando há um efeito assim, o ideal é fazer uma pausa, porque foi um efeito adverso, e se informa se o óleo foi dinamizado e se houve alguma mudança. Solicita que dinamizem menos e volte a dar na mesma posologia e observa se a criança terá o mesmo quadro de agitação.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Café com Conhecimento: Entrevista com a Nutricionista Maria Rosa Etcheverry


Hoje o café com conhecimento tem o prazer de receber a nutricionistaMaria Rosa Etcheverry Centeno Rodrigues, Nutricionista - CRN10 1635, especialista em Nutrição Clínica Funcional , Nutrição Ortomolecular e Fitoterapia Funcional







ENTREVISTA:

1. Quais são os corantes e conservantes que devemos evitar?

* Todos os aditivos químicos alimentares devem ser evitados, como os corantes, os conservantes e os aromas artificiais. Dentre eles: Nitratos encontrados nos alimentos embutidos; BHT, BHA encontrados em muitos produtos, desde polpas de frutas, água de coco de caixinha, biscoitos, cereais matinais, até carnes e óleos de cozinha; Sulfitos nas frutas secas e frutos do mar; Benzoatos em produtos variados; Metabissulfitos; Propionatos; Glutamato monossódico, usado como realçador de sabor em diversos alimentos especialmente temperos prontos, molhos e chips; a Gordura vegetal (TRANS ou interesterificada) encontrada nas margarinas, nos sorvetes, biscoitos, produtos de panificação; e por fim, todos os adoçantes artificiais (diet e zero), como aspartame, ciclamato, sacarina, acesulfame, neotame e sucralose.
* É importante ficar atento a todos os ingredientes do rótulo e não somente aos dizeres na frente da embalagem que muitas vezes escondem informações do consumidor.


2. Dentre as opções disponíveis no mercado, qual o melhor adoçante para substituir o açúcar? Xilitol e sorbitol causam diarreia por aqui. Poderia usar eritritol e maltodextrina? Stévia pode fazer mal?

* Sempre falo para os meus pacientes que o ideal é não utilizar nenhum tipo de adoçante, especialmente em crianças pequenas, para criar desde cedo o hábito saudável do sabor natural dos alimentos. O ideal é adoçar com frutas, canela e baunilha natural. Quanto mais adoçamos as preparações, mesmo com adoçantes, mais vontade teremos de comer alimentos doces, pois provocamos maior estímulo dos receptores do sabor doce nas papilas gustativas presentes na língua. Já sabemos do impacto do consumo de adoçantes artificiais no organismo, dentre eles, maior risco de obesidade, diabetes e síndrome metabólica, desencadeado por alteração da microbiota intestinal. No entanto, não sabemos ao certo qual impacto a longo prazo do consumo precoce e excessivo dos adoçantes naturais no metabolismo do individuo.
* Os adoçantes naturais que temos mais segurança no uso são os polióis, derivado de vegetais, como xilitol e eritritol, mas que podem causar efeito laxativo dependendo da sensibilidade individual e da dose utilizada. A stévia e a taumatina também podem ser usadas, em pequenas quantidades pois possuem um potencial edulcorante muito alto comparado ao açúcar, estimulando muito o paladar para o doce. É importante procurar marcas que contenham somente stévia, sem adição de outros adoçantes artificiais ou de lactose e maltodextrina, além de outros conservantes.
* Maltodextrina não é um adoçante e sim um açúcar de altíssimo índice glicêmico e que já foi associado em estudos com aumento de inflamação intestinal.


3. Qual o melhor tipo de panela?

* Hoje sabemos que as panelas podem transferir para o alimento os elementos químicos e substâncias nocivas dos materiais dos quais são produzidas, como o alumínio, o cobre, os revestimentos antiaderentes quando danificados... A grande maioria das panelas libera algum elemento na cocção. As menos tóxicas são as
panelas de pedra sabão, que liberam alguns minerais interessantes como cálcio e magnésio; as panelas de cerâmica pura, vidro, as esmaltadas e de aço cirúrgico, que são menos porosas e transferem menos substâncias para os alimentos. As panelas de ferro podem ser interessantes em alguns casos, quando existe deficiência desse mineral no organismo. O aço inox é menos tóxico, porém não é considerado atóxico. O interessante é usar panelas variadas para diferentes tipos de cocção e alimentos.


4. Qual melhor tipo de óleo para fritura/ cocção?

* Nenhuma gordura foi feita para ser aquecida, pois alteram sua estrutura e podem formar diversos compostos tóxicos. No entanto, alguns óleos e gorduras são mais estáveis que outros e podemos utilizar para a cocção, de preferência em baixa temperatura e alternando os tipos no dia a dia:
* O Óleo de abacate e o azeite de oliva são os melhores em termos de estabilidade pois são ricos em ácidos graxos ômega 9, mais resistentes ao calor e oxidação:
* O óleo de abacate suporta até 255 graus.
* Azeite de oliva suporta entre 200 e 207 graus. Existem estudos que mostram que a perda dos compostos fenólicos do azeite é de 4% quando aquecido a 190 graus por até 30min.
* Óleo de coco é o que possui menor estabilidade térmica e oxidativa. Ele aguenta somente 160 a 165 graus e em somente 1 fritura já faz formação de acrilamidas.
* O óleo de palma é rico em gordura saturada, proveniente do refino do óleo de dendê, a parte externa (endocarpo) do fruto. É muito estável à cocção e quase não forma acrilamidas, porém tem um perfil nutricional muito ruim. Possui um alto potencial aterogênico e hipercolesterolêmico, aumentando LDL-colesterol, sem aumentar o HDL-colesterol.
* As gorduras animais, como a manteiga clarificada para quem pode usar esse derivado lácteo e a banha de porco caipira são uma ótima opção. A banha quando proveniente de um animal criado solto e que não recebe ração (rica em ômega 6), terá um teor maior de gordura saturada e pode ser utilizada também para cocção, de maneira controlada e alternando com os outros tipos de óleos e formas de cocção.
* O importante é evitar os óleos refinados (como canola, soja, milho, girassol) pois, além de serem transgênicos, são refinados, o que gera gordura TRANS pelo processo de isomerização da estrutura do óleo. Todos eles, especialmente o óleo de girassol, são ricos em ácidos graxos ômega 6, que em excesso são pró-inflamatórios. A nossa alimentação ocidental já é bastante rica nesse tipo de ácido graxo. E por fim, a embalagem plástica nas quais os óleos são armazenados leva à transferência de componentes tóxicos para o óleo, como os bisfenóis, ftalatose dioxinas.

5. Fritadeiras elétricas sem óleo (tipo airfrayers) são indicadas?

* Todo processo de cocção em altas temperaturas, seja a fritura em imersão, a fritura sem óleo, e o assar no forno, na grelha ou churrasqueira, irá formar compostos tóxicos no alimento, especialmente quando ganham aquele aspecto dourado, formado no processo de caramelização do alimento. Os mais conhecidos e estudados são as acrilamidas e os AGEs que são produtos de glicação avançada. Esses compostos, quando consumidos em altas quantidades e frequência são tóxicos para o nosso organismo. Existem estudos relacionando esses compostos com câncer, envelhecimento celular e neuro-inflamação.
* Quanto maior o tempo e a temperatura que alimento fica exposto ao calor, maior é a formação desses compostos. Quando mais escurecido ou queimado o alimento, seja o pão, bolo, biscoito, granola ou carnes, mais prejudicial se torna. Portanto, cozinhar por menos tempo, em menor temperatura e utilizando também outras técnicas de cocção como o cozido no vapor e o ensopado tornará a dieta mais equilibrada e menos inflamatória.



6. Polpas de frutas podem ser usadas?

* A maioria das polpas industrializadas contem conservantes artificiais e são pasteurizadas para o controle higiênico sanitário. O aquecimento por pasteurização leva à perda de muitos nutrientes antioxidantes, especialmente a vitamina C, que é bastante sensível ao calor e ao oxigênio. Os sucos de caixa tetra-pack e garrafas que têm validade longa sem refrigeração, também passam pela pasteurização ou ultra pasteurização (UHT), por isso muitas vezes não necessitam de conservantes. No entanto, também não possuem valor nutricional interessante.
* O suco fresco, preparado na hora é sempre a melhor opção, mais rica em vitaminas e antioxidantes, sem aditivos químicos. Pra quem deseja praticidade, pode congelar em casa as frutas inteiras e higienizadas, como frutas vermelhas, morango, uva, maracujá ou fatiadas, como abacaxi, manga, coco ou preparar uma polpa caseira e congelar em forminhas de gelo.

7. Devemos germinar grãos?

* A germinação é uma ótima forma de aumentar a biodisponibilidade dos nutrientes dos cereais e leguminosas e melhorar o processo digestivo. Reduz muito os desconfortos intestinais em pessoas mais sensíveis.

8. O uso de probióticos é indicado para leaky gut?

* Sim. Os probióticos sempre são recomendados como adjuvantes no tratamento da disbiose intestinal e dos processos alérgicos e inflamatórios. O leaky gut é um termo que se refere ao aumento da permeabilidade intestinal. A tradução seria intestino que vaza, pois existe um dano na barreira da mucosa intestinal que é a principal proteção contra a entrada de substâncias indesejadas na nossa corrente sanguínea, como alimentos mal digeridos, toxinas ambientais e da própria microbiota intestinal. O leaky gut está associado à disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal, por aumento de fungos ou bactérias nocivas, também pelo uso de antibióticos, de alimentos alergênicos e de baixa qualidade nutricional, e o excesso de aditivos químicos alimentares, como conservantes e adoçantes artificiais.

9. Kefir é recomendado para crianças no espectro? Kefir pode substituir probióticos?

* Sim, o kefir pode ser utilizado para as crianças, mas deve ser de boa qualidade e procedência, pois existe grande chance de contaminação dessa colônia de bactérias e fungos benéficos por má higiene no uso. Pode ser feito com água, leites vegetais e sucos.
* Não só o kefir, mas todos os alimentos e bebidas fermentadas são excelentes para auxiliar na saúde intestinal e imunológica. Mas, como todo alimento, pode
não fazer bem para alguns indivíduos sensíveis e deve ser avaliado o seu uso individual.
* O kefir pode ser usado concomitantemente ao uso do probiótico ou para manutenção da saúde intestinal após a terapia com probióticos, para manutenção, ou pode ser uma estratégia mais barata e de fácil acesso caso o indivíduo não consiga fazer uso de suplementação.

10. Qual o melhor antifúngico natural?

* Existem diversos alimentos com propriedades antifúngicas e bactericidas para auxiliar no tratamento da disbiose intestinal. Que podem ser incluídos no dia a dia. Dentre eles temos o alho cru, a cebola, o óleo de coco que é rico em ácido caprílico, o orégano concentrado, sementes de grapefruit (toranja) e outras frutas cítricas como laranja, tangerina, limão, semente de melão e abóbora que também possuem ação anti parasitária além de algumas outras plantas fitoterápicas.


11. Soja faz mal para meninos?

* A soja é uma leguminosa, da família do feijão, com alto valor nutricional e protéico, no entanto possui uma digestibilidade e biodisponibilidade baixa dos nutrientes pois é rica em fitatos e oxalatos, substância que dificulta a absorção de alguns minerais, mas que podem ser amenizados pela técnica de preparo. No entanto, ela não é recomendada para os indivíduos autistas alérgicos, devido a alguns fatores:
* Possui alto potencial alergênico, semelhante ao glúten e ao leite,
* É transgênica e extremamente contaminada por agrotóxicos (Roundup Ready),
* Possui fito-hormônios como as isoflavonas, contra indicadas para crianças, especialmente meninos pequenos, podendo alterar o desenvolvimento sexual e causar infertilidade,
* Pode desequilibrar a função da glândula tireóide,
* Possui efeito opióide (soymorfin), como glúten e leite, podendo gerar alteração de comportamento e sensibilidade à dor.


12. Quais os tipos de sal que podemos usar?

* Existem diversas opções de sal no mercado. O ideal é que não seja processado, como o sal refinado, que possui um teor menor de minerais e carrega as substâncias químicas nocivas usadas no seu branqueamento.
* Dentre os sais não processados, ou brutos, temos o sal marinho (que pode conter até 80 minerais com propriedades alcalinizantes), o sal do Himalaia ou rosa, que possui essa cor pela composição de minerais do solo que é extraído, como ferro por exemplo. O sal rosa é interessante por conter menos sódio que o marinho. Possui 230mg de sódio enquanto o marinho possui 420mg. Existem outros tipos de sais brutos que podem ser usados como o sal marinho grosso, a flor de sal brasileira, o sal negro, o sal do Hawai e o sal celta, etc

13. Que a dieta SGSC é importante não tenho dúvidas. O que eu gostaria de saber é se essa dieta pode ser relaxada de vez em quando, se a criança estiver num patamar considerada como recuperada? Existe a possibilidade de se manter a dieta SGSC no dia-a-dia e comer algo com glúten e/ou caseína em um evento especial sem prejuízos, sem necessidade de usar artifícios para diminuir impactos como enzimas, carvão
ativado, dentre outros? A criança que sai do espectro deve manter a dieta, mesmo sem reações com glúten e leite?

* É uma questão individual e de conduta profissional. Na minha conduta, algumas crianças, quando fora do espectro, e que têm o intestino curado - sem disbiose intestinal, ou alergias - quando escaparem da dieta, se não houver reação, não há problemas. Porém é importante manter a dieta no dia-a-dia. O uso das enzimas pode ser importante caso haja desconforto digestivo, ou se está iniciando a introdução do glúten e do leite.

* Se a criança teve boa evolução na dieta, considero importante manter a criança com os mesmos cuidados alimentares, mesmo que não tenha mais reações. No entanto, se a criança já está fora do espectro autista e/ou corrigiu totalmente os sintomas digestivos e inflamatórios, e, além disso não reage mais ao escapar da dieta esporadicamente, o retorno gradativo pode ser feito com acompanhamento nutricional e muito cuidado e observação, pois pode haver regressão tardia do quadro, com o retorno dos alimentos pró-inflamatórios.


14. O que é dieta GAPS? O que é dieta do carboidrato específico? Qual a sua indicação?

* A dieta do Carboidrato Específico foi idealizada por Elaine Gotschall para tratamento de doenças inflamatórias intestinais (Colite ulcerativa e Crohn), e posteriormente popularizou-se para o autismo por conta da alta prevalência de má digestão de carboidratos, disbiose e inflamação intestinal nesta população. Tem como indicação a digestão insuficiente dos carboidratos que necessitam digestão, polissacarídeos e dissacarídeos (amidos e açúcares), em geral secundária à inflamação da mucosa intestinal. Esses carboidratos mal digeridos no intestino passam a alimentar a microbiota intestinal, especialmente de fungos/leveduras, como a cândida, criando um ciclo vicioso de disbiose, inflamação da mucosa intestinal, má digestão e absorção de nutrientes. 


* A Dieta GAPS (Gut And Psychology Syndrome) é uma variação da dieta do carboidrato específico, com ênfase na conexão intestino – cérebro, reformulada pela médica neurologista e nutróloga: dra Natasha Campbell-Macbride. É indicada para tratar a disbiose e inflamação intestinal frequente em indivíduos com autismo, TDAH, esquizofrenia, depressão, TOC, bipolaridade... Ela também exclui os carboidratos complexos e dissacarídeos (açucares: lactose, sacarose e galactose), mas enfatiza o uso de caldos caseiros e alimentos fermentados para reparo das funções digestivas e redução da inflamação intestinal.


15. O que é melhor para alergia: testes IgG ou IgE? Existe algum indicador laboratorial que possa indicar um ou outro?
* O ideal é avaliar todas as alergias. As imunoglobulinas do tipo IgG estão relacionadas, entre outras coisas, às hipersensibilidades alimentares, também conhecidas como alergias tardias, e geralmente os sintomas são crônicos: alergias, inflamações e infecções de repetição, como sinusite, rinites, infecções urinárias, dores de cabeça, alteração de sono, problemas de comportamento e atenção... Já os anticorpos do tipo IgE estão mais relacionados às alergias imediatas, com ação da histamina, e podem causar reações agudas e rápidas, como edema, vermelhidão, coceira, manchas na pele. As duas devem ser
consideradas para análise. O indicador laboratorial é clínico, investigando os sintomas e as necessidades de se avaliar as IgE’s e IgG’s.

16. Qual sua opinião sobre dieta de rotação? Quais exames a indicariam?

* A dieta de rotação evita a exposição frequente a uma mesma proteína alimentar todos os dias. Ela é indicada classicamente para indivíduos que são muito alérgicos, pois a diminuição da exposição a um mesmo antígeno diminui o processo inflamatório gerado por aquele alimento e melhora a tolerância do indivíduo ao alimento que é sensível. Porém a dieta de rotação mais flexível para pessoas menos alérgicas é também uma forma de se evitar as sensibilidades alimentares. A monotonia alimentar é sempre indesejada, tanto do ponto de vista alérgico quanto pela redução da variedade nutricional.

17. Na sua opinião, no geral, qual a melhor dieta para autistas?

* Na minha opinião a melhor dieta é aquela que permite o funcionamento adequado do organismo, reduzindo os processos inflamatórios e oxidativos causados por uma alimentação desequilibrada ou errada para aquela pessoa. Então, sempre será individualizada e partindo do pressuposto de que seja saudável, livre de químicas nocivas e adequada em nutrientes. No entanto, existem alguns alimentos que são conhecidos por causarem mais processos alérgicos e inflamatórios à maioria das pessoas, especialmente indivíduos sensíveis como os autistas. Tanto os estudos quanto a experiência clínica nos mostra que indivíduos autistas possuem sensibilidade aumentada a glúten, leite e soja, e um dos motivos está relacionado à interferência química cerebral dos opióides gerados na digestão dessas proteínas. Além disso é importante eliminar os corantes e conservantes químicos e eliminar ou evitar o açúcar, pois geram desequilíbrio na microbiota intestinal, afetando a relação intestino-cérebro. Alimentos orgânicos sempre que possível e uma dieta equilibrada nutricionalmente. Outras sensibilidades devem ser investigadas individualmente. É muito importante que essa reeducação alimentar seja feita com toda a família.

18. Crianças com indício de pré-diabetes, em dieta SGSC, o que fazer?


Essa é uma questão individual que deve ser investigada como tal, porém o pré-diabetes indica um processo de resistência insulínica, geralmente relacionado ao grande consumo de alimentos com alto índice glicêmico, refinados e açúcares, o que é bastante comum na dieta sem glúten feita sem orientação adequada. O consumo frequente de alimentos de alto índice glicêmico gera sobrecarga pancreática na liberação de insulina, iniciando um estado pré-diabético.

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Café com Conhecimento - Entrevista com Wilfredo Urruchi sobre Ozônioterapia


Wilfredo Urruchi 
Sr. Wilfredo Irrazabal Urruchi - Físico
Possui graduação em Física - Universidad Nacional Mayor de San Marcos (1987), mestrado em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1992) e doutorado em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1998).
Atualmente é diretor fundador do Instituto Brasileiro de Ozônio e suas Aplicações, antigo Instituto de Ciências Aplicadas Vale do Paraíba na Cidade de São Jose dos Campos, SP.
Tem experiência na área de Física de Plasmas e Descargas Elétricas em Pressão Atmosférica, assim como de suas aplicações em processos de materiais, nanotecnologia, geração de ozônio e degradação de gases.
Atua no desenvolvimento de equipamentos geradores de ozônio com aplicações específicas, também, na capacitação de uso de ozônio em: Tratamento de água, tratamento de efluentes, processos de alimentos, esterilização, medicina, odontologia, agricultura, higenização de ambientes hospitalares, higenização de veículos em geral, entre outros. Sócio da International Ozone Association -IOA. Sócio fundador da Associação Brasileira de Ozonioterapia, Sócio da International Water Association, Sócio da AEPROMO. Fonte: Ibravet

1)  Favor descrever a ação do ozônio no organismo? 
       Os mecanismos de ação estão relacionados com laços duplos de carbono/carbono dos compostos orgânicos que se encontram presentes no fluido biológico. Isto está no livro de Aspectos Básicos e Aplicações Clínicas no livro cubano. Inicialmente procuramos que o ozônio se dissolva. O ozônio é dez vezes mais solúvel do que o próprio oxigênio: na água do plasma e nos fluidos extracelulares; como a camada fina da água que cobre a pele ou nas mucosas do intestino e da vagina. O professor Bosch explica, nos processos fundamentais, que mesmo tendo sido consumido o ozônio pelos antioxidantes presentes no plasma há formação de espécies reativas de oxigênio que duram até um minuto. Por outro lado, tem uma formação de produtos de oxidação lipídica que é chamada também POL onde menciona que é a presença de peróxido de oxigênio oxidante e não um radical dentro das espécies reativas de oxigênio. De forma resumida pode-se dizer que o ozônio melhora o metabolismo do oxigênio no organismo. Promove o balanceamento de oxidação e redução, regula o metabolismo é um vermicida de ampro espectro e modula o sistema imunológico.
3) O ozônio é um tratamento para o autismo ou para algumas das comorbidades que o acompanham?  
Considero que o ozônio atua basicamente como sendo um detox e por outro lado atua melhorando o metabolismo do oxigênio que é o traz benefício para os pacientes com autismo.
    
 4) Existe algum protocolo consagrado utilizado no autismo? Caso sim, quantos ciclos de ozônio são recomendados, com qual frequência? Qual seria a manutenção?  
Na verdade, não existe um número mágico. Hoje em dia sabemos que os protocolos são cada vez mais individualizados. Então é um pouco difícil afirmar que serão necessárias 20 aplicações. O que se sabe dos trabalhos dos cubanos é que quando se fazem insuflações retais o número que conseguiram de resultado foi 20. Depois disso, fazer a manutenção também não tem nenhum número mágico. É apenas para dizer que já tem estudos feitos com glaucoma e que as vezes os pacientes com glaucoma fazem 2 vezes por ano e tem pacientes que fazem 1 vez por ano o ciclo de 20 aplicações. Existe a tabela que está circulando e que foi feita em excel. Está tabela foi construída a partir da informação que o professor Kalunga de cuba, em um curso, aonde menciona que a quantidade de ozônio que se deve administrar em um paciente com autismo é de 0,05mg/kg. A partir dessa informação reconstruíram uma tabela que está sendo utilizada normalmente. Esta tabela está dentro dos critérios também que escrevem os protocolos de Madrid e outros protocolos que existem no mundo.

5) Algumas crianças sentem agitação no início do ozônio. Poderia explicar as razões e como fazer para que isso não ocorra? 
Considero que toda ação traz uma reação. Quando fazemos uma faxina sempre irá nos causar um transtorno não será suavemente. Imagino que está reação é consequência da aplicação do ozônio e da oxigenação a nível cerebral.   
            
6)Poderias descrever os efeitos do ozônio nas diferentes vias: retal, auricular e EV (autohemo com ozônio)?                 

As vias retal e endovenosa são consideradas vias sistêmicas. A auricular podemos considerar como uma forma tópica com a finalidade também de oxigenar o cérebro. A auricular geralmente é utilizada para ozonizar as vias aéreas para quem tem sinusites, rinites e tem um conduto que comunica o sistema auditivo com o cérebro   por onde também é aplicado com a finalidade de oxigenar o cérebro. Estão sendo beneficiados também os pacientes com Alzheimer. Agora, as outras vias que são sistêmicas tem reações já mencionadas na primeira pergunta.

7) Quais são os riscos no caso do ozônio pela via retal?  
Normalmente o efeito colateral que aparece quando se fala de insuflação retal é a cólica que é passageira. Fora isso não se encontrou relatos de efeitos colaterais dessas insuflações retais. Muitas vezes o fato de aplicar ozônio nos pacientes e o fato de ter essas cólicas às vezes um pouco prolongadas é um sintoma de estar produzindo detox ou algumas coisas parecidas com isso. É uma reação do organismo. É uma limpeza. Por outro lado deve-se tomar cuidado ao introduzir a sonda. Esta deve estar bem lubrificada para não causar danos na parede do cólon.

8) Ozônio mata bactérias e fungos? Qual seria a ação do ozônio na microbiota intestinal? É recomendado o uso de probióticos concomitante ou apenas após os ciclos?    
O ozônio ao atuar dentro da insuflação retal basicamente irá matar os microrganismos que se encontram sejam fungos ou bactérias. Ele vai diminuir a carga fúngica e bacteriana, mas, não vai eliminar por completo por ser uma quantidade elevada de microrganismos. Podemos imaginar que o número de bactérias que temos por centímetro quadrado é de 10⁸. Ao aplicar ozônio podemos elevar quem sabe a 10⁷. Então ainda teremos muitas bactérias que irão sobrar. Logicamente existe um limite de doses que se deve aplicar. Então não se deve aplicar indiscriminadamente até causar lesão, por exemplo, no intestino. Respeitando essas doses não teremos necessidade de utilizar os probióticos, mas, por segurança tem muitos que estão usando. Não acho necessários, mas, se estiver à mão fará o bem somente.
  
9) O protocolo de madrid estabele que diferentes doses de ozônio desempenham diferentes papeis no organismo, poderias desenvolver melhor esse raciocínio, discorrendo sobre as doses, considerando crianças?     
Temos as doses baixa, média e alta. As doses baixas se utilizam quando o sistema imune está baixo, comprometido. Imaginemos que pegamos uma gripe. A gripe nos acomete quando nosso sistema imunológico está baixo. Pode-se neste momento utilizar doses baixas de ozônio. E existem uma série de doenças que se manifestam com a queda da imunidade aonde se pode aplicar doses baixas de ozônio. No caso de insuflações retais estão entre 10 e 15µg/mL.
As doses médias também denominada como imunomodulador e estimula o sistema enzimático antioxidante de defesa. São mais úteis em doenças degenerativas crônicas tais como Diabetes, Ateroesclerose, Parkinson, Alzheimer e Demência Senil. Doses altas com efeito inibidor sobre mecanismos que são produzidos em doenças auto imunes como Artrite Reumatoide e Lúpus. Utiliza-se em ferimentos infectados e também para fazer água ozonizada.  

10) Jim afirmou que ozonioterapia é mais forte do que MMS, que tem  maior poder oxidativo e com isso pode prejudicar o corpo. Disse que tudo que ozônio pode fazer, MMS tbem pode.    Qual sua opinião sobre isso?                  
Como havia mencionado anteriormente não temos textos comparativos e existem limites de doses de ozônio para que não seja prejudicial. Levando em consideração as doses limites não haverá nenhum problema. Mas, se o MMS também é capaz de fazer tudo o que o ozônio faz também acho válido. Mas, infelizmente não temos estudos comparativos para dizer qual é o melhor apenas relatos de pessoas que estão melhorando e estão tendo também reações adversas que aparece em cada um deles. Seria bom juntar todas estas experiências para que elas possam ajudar mais tarde.

11) Quantas seriam as aplicações em um ciclo de ozonio?                       
No caso de insuflações retais o que os cubanos mencionaram são 20 aplicações. Essas 20 aplicações podem ser intercaladas. A pouco tempo escutei deles em um curso em dezembro que eles estão fazendo diariamente. Considero que este número não deve ser válido para todos. Pode ser que alguns pacientes precisam de mais aplicações e outros que necessitam de um pouco menos. É importante fazer uma avaliação constante do paciente sobretudo o aspecto clinico. Como ele está se mostrando? Como ele está se comportando? Acho que com estes indicativos consegue-se analisar quem precisa fazer mais ou menos ozônio.
12) Qual seria o intervalo entre os ciclos?        
Não tem um estudo ainda para o caso de autismo. Imagino que quem está tratando ou quem convive com pacientes de autismo sabem mais ou menos quando estão precisando.   Não existe um trabalho publicado que mencione que vai ser duas vezes ao ano ou a cada 5 meses ou 6 meses. Apenas vou repetir o que já se tem no caso de glaucoma. Tem pacientes que precisam fazer duas vezes por ano e tem pacientes que precisam fazer uma vez por ano.       
13) Existe necessidade de repetição dos ciclos?
                       Considero que sim, pois, não é uma doença que tem cura. É apenas uma doença que vai melhorando e se vê o limite dessa melhora. E o ciclo de repetição pode ser feito após essa avaliação pelo médico.
14) Quais os possíveis benefícios do ozônio?      
Um dos maiores benefícios que se tem nos casos dos pacientes com autismo é melhorar os níveis de oxigênio e regular o metabolismo. Considero estes dois sendo os mais importantes.
       
15) No autismo são indicados quantos ciclos?  Qual o parâmetro para parar de fazer ciclos e ficar só fazendo as manutenções?                       
Menciono novamente que o número de aplicações por ciclo é 20. Mas, deve-se considerar que o paciente pode precisar de mais ou menos aplicações. Isso deve ser avaliado pelos médicos e geralmente pelos pais que são os mais observadores. Podem ser realizadas manutenções uma vez por semana ou uma vez por mês que também depende das observações dos pais ou dos médicos.

16) Existe protocolo específico pra h Pylori? E para clostridium?      
O que se menciona para o H Pylori é tomar água ozonizada uma vez por dia durante uma semana ou óleo ozonizado 3 gotas por dia.
               
17) É verdade que ozônio mata bactérias mas aumenta fungos?                    
   Não é verdade. Ozônio mata bactérias e mata fungos também. O ozônio não é seletivo.

18) Quais exames devem ser feitos antes de fazer ozônio? Quais seriam as contra indicações de fazer ozônio?     
O protocolo de Madrid menciona o exame de deficiência de glucose 6 fosfato desidrogenase. Este é um exame de sangue que estão fazendo não é tão marcante, mas,pode ser fator auxiliar, mas, por precaução alguns médicos estão fazendo. E o teste para hipertireoidismo. Fora isso as outras contra indicações considero não ser muito relevantes, pois já vi pacientes com hemorragias tomar ozônio e melhorar os quadros hemorrágicos. Assim como os pacientes cardiovasculares. Há um pouco de controvérsia entre o que já está escrito e os pacientes que estão se tratando. Mas, eu basicamente menciono a glusose 6 fosfato desidrogenase e o teste para hipertireoidismo. Os demais devem ser avaliados com um médico.

19) De acordo com a concentração, quais são os benefícios dá ozônioterapia? 
Já foi mencionado um pouco antes. As doses baixas se utilizam quando o sistema imune está baixo, comprometido. Imaginemos que pegamos uma gripe. A gripe nos acomete quando nosso sistema imunológico está baixo. Pode-se neste momento utilizar doses baixas de ozônio. E existem uma série de doenças que se manifestam com a queda da imunidade aonde se pode aplicar doses baixas de ozônio. No caso de insuflações retais estão entre 10 e 15µg/mL. As doses médias também denominada como imunomodulador e estimula o sistema enzimático antioxidante de defesa. São mais úteis em doenças degenerativas crônicas tais como Diabetes, Ateroesclerose, Parkinson, Alzheimer e Demência Senil. Altas doses com efeito inibidor sobre mecanismos que são produzidos em doenças auto imunes como Artrite Reumatoide e Lúpus. Utiliza-se em ferimentos infectados e também para fazer água ozonizada.  
    
20) Posso fazer ozônio auricular no mesmo dia que o retal?             
            Sim. Porque as doses acumulativas vão estar abaixo do que se chama janela terapêutica. Então há segurança.
         
21) Na insuflação retal, como o ozônio é absorvido para todo o organismo?    
Na mucosa que temos no cólon o ozônio vai fazer todos os produtos oxidantes. A partir desse momento ele é absorvido primeiro pelo fluído e este transmitir através dos capilares do intestino e vai levar pela corrente sanguínea e isso vai servir para todo o organismo. Por isso que a insuflação retal é utilizada quase que para todas as doenças aonde se utiliza ozônio terapia.       
              
22) O que pode acontecer se a pessoa não enviar a máquina de ozônio para manutenção? Existe risco?                      
 Se a máquina é usada com cuidado dificilmente haverá problemas. Já vi máquinas que mandaram pra revisão e ela estava produzindo praticamente o mesmo de quando a compraram. E por outro lado tem máquinas que chegaram com calibrações deterioradas porque geralmente fazem óleo ozonizado e estas máquinas não estão preparados para o óleo. Então este tem sido o maior problema dessas máquinas. Quem está fazendo o uso do equipamento com cuidado não deve se preocupar por dois anos, mas, as recomendações são fazer avaliações uma vez por ano. Logicamente, quem está usando em casa não tem o mesmo uso, por exemplo, de uma clínica. Considero que deve-se fazer a revisão pelo menos a cada dois anos.

23) Há risco da máquina ou o cilindro de oxigênio explodir? 
Não. A máquina não pode explodir assim como o cilindro também não. Eles tem um sistema de segurança pra que isso não ocorra.

24) Há alguns tipos de máquina de ozônio que não tem o cilindro de oxigênio. Poderia nos explicar a diferença com as que usam o oxigênio medicinal? 
Eu fico até assustado com isso, pois tem muitas pessoas em função de preço utilizando esta máquina que trabalha com o ar ambiente. E não existe nenhum trabalho científico que comprove que ozônio terapia pode ser feito utilizando o ozônio a partir do ar ambiente. Porque o ar que respiramos tem 78% de nitrogênio, 20% de oxigênio, então se uma máquina está fazendo ozônio a partir do ar ambiente ele está usando esses 20% de oxigênio. Considerando que na ozônioterapia utilizamos apenas 1% disso as concentrações que saem de ozônio dessa máquina não passam de 2mg/L por outro lado a maior quantidade que está aplicando é de nitrogênio. Então como fica a absorção do nitrogênio dentro dos fluídos? Eu não sei explicar isso porque nunca vi. Tem coisas que não foram estudadas e que não poderei responder as coisas que acontecem com esse ar ambiente que estão fazendo. Agora a quantidade de ozônio que estão aplicando a partir dessas máquinas é muito baixa.
              
25) É necessário fazer enemas e qual seria a função do enema? Dá diferença no tratamento para quem não faz enema?                      
O assunto do Enema surgiu aqui no Brasil. Quando eu fiz o curso em 2002 em Cuba ninguém mencionava o Enema. Depois fiz o curso na Espanha e no México também não mencionaram o Enema. O Enema apareceu aqui no Brasil. Lógico que tem benefícios fazer o Enema porque você deixa limpo o intestino e o ozônio é absorvido da melhor forma. Agora, quem não faz Enema também tem resultados. Se tiver a oportunidade de fazer Enema, faça. Se não tiver a oportunidade irá fazer efeito da mesma forma.

26) Há vários tipos de enemas. Qual vc indica? Quantas vezes na semana?
Não conheço a diversidade do Enema. Apenas o que se escuta é o Enema do café sobretudo para problemas hepáticos. E o que escuto também é a hidrocólon com água ozonizada. Estes são os dois casos que escuto mais, mas, não sei qual é a eficiência de cada um deles.                   
27) Há algum estudo ou pesquisa sobre Ozonioterapia específico para o autismo?

Sei que em Cuba está se formando um grupo que estão fazendo estes estudos e reorganizando o Centro Nacional de Investigações que seria o Centro Nacional de Pesquisas que estava um pouco parado. Estão tentando formar o grupo novamente e tentando conduzir estudos de ozonioterapia em autistas. Fora isso, aqui no Brasil, tem-se comentado fazer um quadro estatístico de relatos de casos. Porém, não conheço outros grupos.