quinta-feira, 1 de junho de 2017

CAFÉ COM CONHECIMENTO: DANIELA SORRENTINO SOBRE TERAPIA FREQUENCIAL


Hoje o Café com conhecimento é com a Dra. Daniela Sorrentino Rodrigues, médica, especialista em biofísica quântica e pós-graduada em acupuntura, sobre o tratamento com frequencial. Ótima leitura!






1)                 Explique como é feito um frequencial. Os cuidados que tem que ter com armazenamento e proximidades com outras substâncias

Se bem armazenada, a homeopatia frequencial tem uma validade quase infinita. Não se deve deixar perto de eletrônicos (televisão, celulares, computadores, micro-ondas) e proteger do calor. Os frascos podem ser embalados em papel alumínio para ajudar a proteger. Em uma viagem, por exemplo, o frasco passará pelo raio X e assim perderá a homeopatia.

2)                  Qual a diferença de homeopatia, floral e uso de frequências?
Homeopatia e floral são produtos. Na homeopatia, por exemplo, você dilui o produto em diversas partes. É o que chamamos de dinamização. Acelera-se o processo de ação daquele produto, então tira-se a massa e deixa o produto mais energético conservando-o. O floral é um concentrado. Geralmente utiliza-se ervas para extrair a essência. Já na homeopatia frequencial não há nada de produto. É basicamente água e algum outro meio para potencializar o tempo de conservação podendo ser glicose, soro, açúcar, álcool. Por isso chamam de floral ou de homeopatia, mas, na verdade, a frequência não é nem homeopatia nem floral, mas se enquadra nos dois pela questão da dinamização e do efeito parecido com o floral

3)                 Qual o líquido usado seria melhor para fazer o frequencial? Ele evapora? Se deixar o vidro aberto ou gelado perde o efeito?
Deixar o frasco aberto não tem problema. A homeopatia não se perde. Ela não evapora. A água pode evaporar, mas, a água restante no frasco se mantém íntegra guardando aquela frequência inicial. Não é precisa colocar em geladeira ou congelar por que isso altera a estrutura molecular da água. Deixe sempre em local de fácil visualização e longe de aparelhos eletrônicos.

4)                 Qual seria a diferença de tomar o frequencial pronto da farmácia ou quando se captura também da criança?
Sem dúvida alguma, se há a possibilidade de capturar a frequência do paciente e colocar na homeopatia o resultado é melhor, mas isso não é necessário para toda terapia. Mas há algumas terapias, como a do câncer, que é necessário.  Mas em terapias comuns não é necessário.

5)                 Os quadros mais comuns no autismo são disbiose intestinal, hiperatividade, falta de cognição, agressividade, alergias, não falar e alguns casos de epilepsias. Quais os frequenciais seriam indicados? Poderia colocar todos no mesmo frasco? Qual seria a posologia?
O primeiro passo é desintoxicar. Para isso é necessário usar um frequencial para desintoxicação de metais, parasitas e radiação. Com isso há melhora na disbiose nas alergias. E sabendo a que a criança tem alergia é possível fazer um frequencial específico e melhorar a absorção. Na questão da agressividade pode-se usar um frequencial que atue no lado emocional que gere uma estabilizada. Pode-se usar frequenciais das enzimas digestivas para melhorar a questão da disbiose da absorção dos alimentos enquanto se faz o tratamento com lactobacilos e os tratamentos adequados para a disbiose e desintoxicar da cândida, que é um dos indicadores que o paciente está com disbiose.

6)                 Existe melhor hora para tomar o frequencial?
A posologia segue um padrão que funciona para a maioria das pessoas. Geralmente usa-se 10 gotas em adultos, e para crianças, 6 a 8 gotas. Deve-se avaliar na posologia, a dinamização para definir o número de gotas e o número de ingestão. Existem homeopatias que não interferem em nada no horário, como aquelas que servem para desintoxicar e que podem ser tomadas a qualquer hora do dia e não irão interferir no sono e no rendimento do paciente. Mas existem homeopatias que devem ser administradas em horários específicos, como a Melatonina, por exemplo, que deve ser administrada antes de dormir.
7)                 Como você sugere a administração dos frequenciais, um por vez ou vários juntos?
Podem ser usados todos juntos, sem problemas. O ideal é deixar um tempo debaixo da língua. Pinga embaixo da língua, deixa um tempinho, engole, e em seguida pode fazer o mesmo com outra homeopatia. Pode também pegar um copo contendo água dispor as gotas e ingerir. O que não deve ser feito é colocar muito frequencial em um frasco porque a estrutura molecular da água será alterada.

8)                 Se temos falta de vitamina D e tomamos o frequencial da vitamina D não precisamos da vitamina D então? O corpo não precisa de minerais, de vitaminas, etc para funcionar bem?
Isso não é verdade. A grande maioria dos minerais e vitaminas não são produzidas pelo nosso corpo, mas, precisamos suplementar e melhorar a resposta final do corpo.

9)                 Poderia explicar como se dá a ação do frequencial? O efeito é permanente ou somente enquanto se toma?
Da mesma forma como colocamos a homeopatia na água, ele atuará no nosso corpo. É como um elétron se chocando com o outro para que estes vibrem na mesma frequência. A homeopatia entra no corpo e gera essa diferença de potencial fazendo com que os elétrons respondam e comecem a vibrar na mesma frequência. Em relação ao efeito depende do que o paciente está usando. Um efeito permanente ou um efeito que dura é justamente as desintoxicações. Uma vez que seu corpo foi forçado a eliminar as toxinas o efeito será permanente até que ocorra nova intoxicação. Porém há homeopáticos que devem ser usados para sempre, principalmente quando falamos de homeopatias para radiação, assim como homeopatias para a parte emocional, e alguns frequenciais para o sono, como a melatonina. 

10)             Como funciona a máquina que produz os frequenciais?  Ela já vem programada com frequências determinadas ou é capaz de captar uma determinada frequência que se queira e usar essa informação frequencial para impregnar a água? Qual o nome do equipamento? Onde compra e quanto custa?
Existe uma máquina que realiza essa captura dos frequenciais e a cópia da frequência na homeopatia. Existe um banco de dados disponível, mas também há a possibilidade de capturar a frequência do que desejar. Em relação a máquina, a que uso hoje se chama Potentize que é uma máquina da empresa Nova Ciência. Tem um preço bem acessível, que gira em torno de R$ 1.500,00 a R$ 1.700,00 e existe também uma máquina industrial que é um pouco mais cara, em torno de R$ 10.000,00.

11)              Se frequenciais tem forma de ação semelhante a florais, inclusive alguns sistemas misturam os dois, porque apenas 4 gotas não são suficientes para transmitir ao corpo a informação contida nenele, assim como é com os florais?
A diferença é que no floral temos produto e o frequencial não tem produto e esse é o primeiro motivo que faz com que usemos menos gotas no floral [por ser mais concentrado].  Quando utilizamos o floral na água é uma forma de “homeopatizar” e acelerar o processo dele. A homeopatia vibracional é, basicamente, energia, principalmente quando há a dinamização. Sendo assim precisa-se de mais gotas porque não há massa/produto.

12)               Frequenciais ajudam a desintoxicar metais e podem ajudar na concentração e cognitivo?
São homeopáticos especiais para parasitas ou pode ser para parasitas específicos. Muitos pacientes se desintoxicam de metais primeiro e os parasitas ainda persistem. Às vezes eles estão ativos, outros inativos ou encapsulados. E isso vai influenciar no tempo do tratamento e pode ser controlado através de sorologia e exames de sangue.
Eles podem ajudar na concentração e no cognitivo se for usado o frequencial e a substância certa. Quando se eliminam os metais e os parasitas presentes já obteremos uma resposta favorável em relação à concentração e ao cognitivo.

13)             Existe alguma contraindicação ou efeitos colaterais quanto ao uso?
Não existe nenhuma contraindicação porque não tem produto, apenas frequência. Existem efeitos adversos, mas não é um efeito ruim, é um resultado de que o tratamento está adequado, chamado efeito REX.  Em alguns casos pode acontecer dor de cabeça, cansaço, febre, dor no corpo, espinhas, lesões de pele, etc. Isso tende a passar e não precisa suspender o tratamento, porém nem todos os pacientes manifestam esses efeitos colaterais.

14)               Fazer o frequencial de canabidiol de um óleo mais concentrado interfere no resultado do frequencial? Meu filho teve efeitos contrários ao esperado (agitou e lficou choroso). Devo administrar novamente? Ou devo fazer frequencial de óleo menos concentrado?

Pode ocorrer uma dinamização muito forte em cima do concentrado e isso pode gerar essa agitação. Quando há um efeito assim, o ideal é fazer uma pausa, porque foi um efeito adverso, e se informa se o óleo foi dinamizado e se houve alguma mudança. Solicita que dinamizem menos e volte a dar na mesma posologia e observa se a criança terá o mesmo quadro de agitação.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Café com Conhecimento: Entrevista com a Nutricionista Maria Rosa Etcheverry


Hoje o café com conhecimento tem o prazer de receber a nutricionistaMaria Rosa Etcheverry Centeno Rodrigues, Nutricionista - CRN10 1635, especialista em Nutrição Clínica Funcional , Nutrição Ortomolecular e Fitoterapia Funcional







ENTREVISTA:

1. Quais são os corantes e conservantes que devemos evitar?

* Todos os aditivos químicos alimentares devem ser evitados, como os corantes, os conservantes e os aromas artificiais. Dentre eles: Nitratos encontrados nos alimentos embutidos; BHT, BHA encontrados em muitos produtos, desde polpas de frutas, água de coco de caixinha, biscoitos, cereais matinais, até carnes e óleos de cozinha; Sulfitos nas frutas secas e frutos do mar; Benzoatos em produtos variados; Metabissulfitos; Propionatos; Glutamato monossódico, usado como realçador de sabor em diversos alimentos especialmente temperos prontos, molhos e chips; a Gordura vegetal (TRANS ou interesterificada) encontrada nas margarinas, nos sorvetes, biscoitos, produtos de panificação; e por fim, todos os adoçantes artificiais (diet e zero), como aspartame, ciclamato, sacarina, acesulfame, neotame e sucralose.
* É importante ficar atento a todos os ingredientes do rótulo e não somente aos dizeres na frente da embalagem que muitas vezes escondem informações do consumidor.


2. Dentre as opções disponíveis no mercado, qual o melhor adoçante para substituir o açúcar? Xilitol e sorbitol causam diarreia por aqui. Poderia usar eritritol e maltodextrina? Stévia pode fazer mal?

* Sempre falo para os meus pacientes que o ideal é não utilizar nenhum tipo de adoçante, especialmente em crianças pequenas, para criar desde cedo o hábito saudável do sabor natural dos alimentos. O ideal é adoçar com frutas, canela e baunilha natural. Quanto mais adoçamos as preparações, mesmo com adoçantes, mais vontade teremos de comer alimentos doces, pois provocamos maior estímulo dos receptores do sabor doce nas papilas gustativas presentes na língua. Já sabemos do impacto do consumo de adoçantes artificiais no organismo, dentre eles, maior risco de obesidade, diabetes e síndrome metabólica, desencadeado por alteração da microbiota intestinal. No entanto, não sabemos ao certo qual impacto a longo prazo do consumo precoce e excessivo dos adoçantes naturais no metabolismo do individuo.
* Os adoçantes naturais que temos mais segurança no uso são os polióis, derivado de vegetais, como xilitol e eritritol, mas que podem causar efeito laxativo dependendo da sensibilidade individual e da dose utilizada. A stévia e a taumatina também podem ser usadas, em pequenas quantidades pois possuem um potencial edulcorante muito alto comparado ao açúcar, estimulando muito o paladar para o doce. É importante procurar marcas que contenham somente stévia, sem adição de outros adoçantes artificiais ou de lactose e maltodextrina, além de outros conservantes.
* Maltodextrina não é um adoçante e sim um açúcar de altíssimo índice glicêmico e que já foi associado em estudos com aumento de inflamação intestinal.


3. Qual o melhor tipo de panela?

* Hoje sabemos que as panelas podem transferir para o alimento os elementos químicos e substâncias nocivas dos materiais dos quais são produzidas, como o alumínio, o cobre, os revestimentos antiaderentes quando danificados... A grande maioria das panelas libera algum elemento na cocção. As menos tóxicas são as
panelas de pedra sabão, que liberam alguns minerais interessantes como cálcio e magnésio; as panelas de cerâmica pura, vidro, as esmaltadas e de aço cirúrgico, que são menos porosas e transferem menos substâncias para os alimentos. As panelas de ferro podem ser interessantes em alguns casos, quando existe deficiência desse mineral no organismo. O aço inox é menos tóxico, porém não é considerado atóxico. O interessante é usar panelas variadas para diferentes tipos de cocção e alimentos.


4. Qual melhor tipo de óleo para fritura/ cocção?

* Nenhuma gordura foi feita para ser aquecida, pois alteram sua estrutura e podem formar diversos compostos tóxicos. No entanto, alguns óleos e gorduras são mais estáveis que outros e podemos utilizar para a cocção, de preferência em baixa temperatura e alternando os tipos no dia a dia:
* O Óleo de abacate e o azeite de oliva são os melhores em termos de estabilidade pois são ricos em ácidos graxos ômega 9, mais resistentes ao calor e oxidação:
* O óleo de abacate suporta até 255 graus.
* Azeite de oliva suporta entre 200 e 207 graus. Existem estudos que mostram que a perda dos compostos fenólicos do azeite é de 4% quando aquecido a 190 graus por até 30min.
* Óleo de coco é o que possui menor estabilidade térmica e oxidativa. Ele aguenta somente 160 a 165 graus e em somente 1 fritura já faz formação de acrilamidas.
* O óleo de palma é rico em gordura saturada, proveniente do refino do óleo de dendê, a parte externa (endocarpo) do fruto. É muito estável à cocção e quase não forma acrilamidas, porém tem um perfil nutricional muito ruim. Possui um alto potencial aterogênico e hipercolesterolêmico, aumentando LDL-colesterol, sem aumentar o HDL-colesterol.
* As gorduras animais, como a manteiga clarificada para quem pode usar esse derivado lácteo e a banha de porco caipira são uma ótima opção. A banha quando proveniente de um animal criado solto e que não recebe ração (rica em ômega 6), terá um teor maior de gordura saturada e pode ser utilizada também para cocção, de maneira controlada e alternando com os outros tipos de óleos e formas de cocção.
* O importante é evitar os óleos refinados (como canola, soja, milho, girassol) pois, além de serem transgênicos, são refinados, o que gera gordura TRANS pelo processo de isomerização da estrutura do óleo. Todos eles, especialmente o óleo de girassol, são ricos em ácidos graxos ômega 6, que em excesso são pró-inflamatórios. A nossa alimentação ocidental já é bastante rica nesse tipo de ácido graxo. E por fim, a embalagem plástica nas quais os óleos são armazenados leva à transferência de componentes tóxicos para o óleo, como os bisfenóis, ftalatose dioxinas.

5. Fritadeiras elétricas sem óleo (tipo airfrayers) são indicadas?

* Todo processo de cocção em altas temperaturas, seja a fritura em imersão, a fritura sem óleo, e o assar no forno, na grelha ou churrasqueira, irá formar compostos tóxicos no alimento, especialmente quando ganham aquele aspecto dourado, formado no processo de caramelização do alimento. Os mais conhecidos e estudados são as acrilamidas e os AGEs que são produtos de glicação avançada. Esses compostos, quando consumidos em altas quantidades e frequência são tóxicos para o nosso organismo. Existem estudos relacionando esses compostos com câncer, envelhecimento celular e neuro-inflamação.
* Quanto maior o tempo e a temperatura que alimento fica exposto ao calor, maior é a formação desses compostos. Quando mais escurecido ou queimado o alimento, seja o pão, bolo, biscoito, granola ou carnes, mais prejudicial se torna. Portanto, cozinhar por menos tempo, em menor temperatura e utilizando também outras técnicas de cocção como o cozido no vapor e o ensopado tornará a dieta mais equilibrada e menos inflamatória.



6. Polpas de frutas podem ser usadas?

* A maioria das polpas industrializadas contem conservantes artificiais e são pasteurizadas para o controle higiênico sanitário. O aquecimento por pasteurização leva à perda de muitos nutrientes antioxidantes, especialmente a vitamina C, que é bastante sensível ao calor e ao oxigênio. Os sucos de caixa tetra-pack e garrafas que têm validade longa sem refrigeração, também passam pela pasteurização ou ultra pasteurização (UHT), por isso muitas vezes não necessitam de conservantes. No entanto, também não possuem valor nutricional interessante.
* O suco fresco, preparado na hora é sempre a melhor opção, mais rica em vitaminas e antioxidantes, sem aditivos químicos. Pra quem deseja praticidade, pode congelar em casa as frutas inteiras e higienizadas, como frutas vermelhas, morango, uva, maracujá ou fatiadas, como abacaxi, manga, coco ou preparar uma polpa caseira e congelar em forminhas de gelo.

7. Devemos germinar grãos?

* A germinação é uma ótima forma de aumentar a biodisponibilidade dos nutrientes dos cereais e leguminosas e melhorar o processo digestivo. Reduz muito os desconfortos intestinais em pessoas mais sensíveis.

8. O uso de probióticos é indicado para leaky gut?

* Sim. Os probióticos sempre são recomendados como adjuvantes no tratamento da disbiose intestinal e dos processos alérgicos e inflamatórios. O leaky gut é um termo que se refere ao aumento da permeabilidade intestinal. A tradução seria intestino que vaza, pois existe um dano na barreira da mucosa intestinal que é a principal proteção contra a entrada de substâncias indesejadas na nossa corrente sanguínea, como alimentos mal digeridos, toxinas ambientais e da própria microbiota intestinal. O leaky gut está associado à disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal, por aumento de fungos ou bactérias nocivas, também pelo uso de antibióticos, de alimentos alergênicos e de baixa qualidade nutricional, e o excesso de aditivos químicos alimentares, como conservantes e adoçantes artificiais.

9. Kefir é recomendado para crianças no espectro? Kefir pode substituir probióticos?

* Sim, o kefir pode ser utilizado para as crianças, mas deve ser de boa qualidade e procedência, pois existe grande chance de contaminação dessa colônia de bactérias e fungos benéficos por má higiene no uso. Pode ser feito com água, leites vegetais e sucos.
* Não só o kefir, mas todos os alimentos e bebidas fermentadas são excelentes para auxiliar na saúde intestinal e imunológica. Mas, como todo alimento, pode
não fazer bem para alguns indivíduos sensíveis e deve ser avaliado o seu uso individual.
* O kefir pode ser usado concomitantemente ao uso do probiótico ou para manutenção da saúde intestinal após a terapia com probióticos, para manutenção, ou pode ser uma estratégia mais barata e de fácil acesso caso o indivíduo não consiga fazer uso de suplementação.

10. Qual o melhor antifúngico natural?

* Existem diversos alimentos com propriedades antifúngicas e bactericidas para auxiliar no tratamento da disbiose intestinal. Que podem ser incluídos no dia a dia. Dentre eles temos o alho cru, a cebola, o óleo de coco que é rico em ácido caprílico, o orégano concentrado, sementes de grapefruit (toranja) e outras frutas cítricas como laranja, tangerina, limão, semente de melão e abóbora que também possuem ação anti parasitária além de algumas outras plantas fitoterápicas.


11. Soja faz mal para meninos?

* A soja é uma leguminosa, da família do feijão, com alto valor nutricional e protéico, no entanto possui uma digestibilidade e biodisponibilidade baixa dos nutrientes pois é rica em fitatos e oxalatos, substância que dificulta a absorção de alguns minerais, mas que podem ser amenizados pela técnica de preparo. No entanto, ela não é recomendada para os indivíduos autistas alérgicos, devido a alguns fatores:
* Possui alto potencial alergênico, semelhante ao glúten e ao leite,
* É transgênica e extremamente contaminada por agrotóxicos (Roundup Ready),
* Possui fito-hormônios como as isoflavonas, contra indicadas para crianças, especialmente meninos pequenos, podendo alterar o desenvolvimento sexual e causar infertilidade,
* Pode desequilibrar a função da glândula tireóide,
* Possui efeito opióide (soymorfin), como glúten e leite, podendo gerar alteração de comportamento e sensibilidade à dor.


12. Quais os tipos de sal que podemos usar?

* Existem diversas opções de sal no mercado. O ideal é que não seja processado, como o sal refinado, que possui um teor menor de minerais e carrega as substâncias químicas nocivas usadas no seu branqueamento.
* Dentre os sais não processados, ou brutos, temos o sal marinho (que pode conter até 80 minerais com propriedades alcalinizantes), o sal do Himalaia ou rosa, que possui essa cor pela composição de minerais do solo que é extraído, como ferro por exemplo. O sal rosa é interessante por conter menos sódio que o marinho. Possui 230mg de sódio enquanto o marinho possui 420mg. Existem outros tipos de sais brutos que podem ser usados como o sal marinho grosso, a flor de sal brasileira, o sal negro, o sal do Hawai e o sal celta, etc

13. Que a dieta SGSC é importante não tenho dúvidas. O que eu gostaria de saber é se essa dieta pode ser relaxada de vez em quando, se a criança estiver num patamar considerada como recuperada? Existe a possibilidade de se manter a dieta SGSC no dia-a-dia e comer algo com glúten e/ou caseína em um evento especial sem prejuízos, sem necessidade de usar artifícios para diminuir impactos como enzimas, carvão
ativado, dentre outros? A criança que sai do espectro deve manter a dieta, mesmo sem reações com glúten e leite?

* É uma questão individual e de conduta profissional. Na minha conduta, algumas crianças, quando fora do espectro, e que têm o intestino curado - sem disbiose intestinal, ou alergias - quando escaparem da dieta, se não houver reação, não há problemas. Porém é importante manter a dieta no dia-a-dia. O uso das enzimas pode ser importante caso haja desconforto digestivo, ou se está iniciando a introdução do glúten e do leite.

* Se a criança teve boa evolução na dieta, considero importante manter a criança com os mesmos cuidados alimentares, mesmo que não tenha mais reações. No entanto, se a criança já está fora do espectro autista e/ou corrigiu totalmente os sintomas digestivos e inflamatórios, e, além disso não reage mais ao escapar da dieta esporadicamente, o retorno gradativo pode ser feito com acompanhamento nutricional e muito cuidado e observação, pois pode haver regressão tardia do quadro, com o retorno dos alimentos pró-inflamatórios.


14. O que é dieta GAPS? O que é dieta do carboidrato específico? Qual a sua indicação?

* A dieta do Carboidrato Específico foi idealizada por Elaine Gotschall para tratamento de doenças inflamatórias intestinais (Colite ulcerativa e Crohn), e posteriormente popularizou-se para o autismo por conta da alta prevalência de má digestão de carboidratos, disbiose e inflamação intestinal nesta população. Tem como indicação a digestão insuficiente dos carboidratos que necessitam digestão, polissacarídeos e dissacarídeos (amidos e açúcares), em geral secundária à inflamação da mucosa intestinal. Esses carboidratos mal digeridos no intestino passam a alimentar a microbiota intestinal, especialmente de fungos/leveduras, como a cândida, criando um ciclo vicioso de disbiose, inflamação da mucosa intestinal, má digestão e absorção de nutrientes. 


* A Dieta GAPS (Gut And Psychology Syndrome) é uma variação da dieta do carboidrato específico, com ênfase na conexão intestino – cérebro, reformulada pela médica neurologista e nutróloga: dra Natasha Campbell-Macbride. É indicada para tratar a disbiose e inflamação intestinal frequente em indivíduos com autismo, TDAH, esquizofrenia, depressão, TOC, bipolaridade... Ela também exclui os carboidratos complexos e dissacarídeos (açucares: lactose, sacarose e galactose), mas enfatiza o uso de caldos caseiros e alimentos fermentados para reparo das funções digestivas e redução da inflamação intestinal.


15. O que é melhor para alergia: testes IgG ou IgE? Existe algum indicador laboratorial que possa indicar um ou outro?
* O ideal é avaliar todas as alergias. As imunoglobulinas do tipo IgG estão relacionadas, entre outras coisas, às hipersensibilidades alimentares, também conhecidas como alergias tardias, e geralmente os sintomas são crônicos: alergias, inflamações e infecções de repetição, como sinusite, rinites, infecções urinárias, dores de cabeça, alteração de sono, problemas de comportamento e atenção... Já os anticorpos do tipo IgE estão mais relacionados às alergias imediatas, com ação da histamina, e podem causar reações agudas e rápidas, como edema, vermelhidão, coceira, manchas na pele. As duas devem ser
consideradas para análise. O indicador laboratorial é clínico, investigando os sintomas e as necessidades de se avaliar as IgE’s e IgG’s.

16. Qual sua opinião sobre dieta de rotação? Quais exames a indicariam?

* A dieta de rotação evita a exposição frequente a uma mesma proteína alimentar todos os dias. Ela é indicada classicamente para indivíduos que são muito alérgicos, pois a diminuição da exposição a um mesmo antígeno diminui o processo inflamatório gerado por aquele alimento e melhora a tolerância do indivíduo ao alimento que é sensível. Porém a dieta de rotação mais flexível para pessoas menos alérgicas é também uma forma de se evitar as sensibilidades alimentares. A monotonia alimentar é sempre indesejada, tanto do ponto de vista alérgico quanto pela redução da variedade nutricional.

17. Na sua opinião, no geral, qual a melhor dieta para autistas?

* Na minha opinião a melhor dieta é aquela que permite o funcionamento adequado do organismo, reduzindo os processos inflamatórios e oxidativos causados por uma alimentação desequilibrada ou errada para aquela pessoa. Então, sempre será individualizada e partindo do pressuposto de que seja saudável, livre de químicas nocivas e adequada em nutrientes. No entanto, existem alguns alimentos que são conhecidos por causarem mais processos alérgicos e inflamatórios à maioria das pessoas, especialmente indivíduos sensíveis como os autistas. Tanto os estudos quanto a experiência clínica nos mostra que indivíduos autistas possuem sensibilidade aumentada a glúten, leite e soja, e um dos motivos está relacionado à interferência química cerebral dos opióides gerados na digestão dessas proteínas. Além disso é importante eliminar os corantes e conservantes químicos e eliminar ou evitar o açúcar, pois geram desequilíbrio na microbiota intestinal, afetando a relação intestino-cérebro. Alimentos orgânicos sempre que possível e uma dieta equilibrada nutricionalmente. Outras sensibilidades devem ser investigadas individualmente. É muito importante que essa reeducação alimentar seja feita com toda a família.

18. Crianças com indício de pré-diabetes, em dieta SGSC, o que fazer?


Essa é uma questão individual que deve ser investigada como tal, porém o pré-diabetes indica um processo de resistência insulínica, geralmente relacionado ao grande consumo de alimentos com alto índice glicêmico, refinados e açúcares, o que é bastante comum na dieta sem glúten feita sem orientação adequada. O consumo frequente de alimentos de alto índice glicêmico gera sobrecarga pancreática na liberação de insulina, iniciando um estado pré-diabético.

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Café com Conhecimento - Entrevista com Wilfredo Urruchi sobre Ozônioterapia


Wilfredo Urruchi 
Sr. Wilfredo Irrazabal Urruchi - Físico
Possui graduação em Física - Universidad Nacional Mayor de San Marcos (1987), mestrado em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1992) e doutorado em Física pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (1998).
Atualmente é diretor fundador do Instituto Brasileiro de Ozônio e suas Aplicações, antigo Instituto de Ciências Aplicadas Vale do Paraíba na Cidade de São Jose dos Campos, SP.
Tem experiência na área de Física de Plasmas e Descargas Elétricas em Pressão Atmosférica, assim como de suas aplicações em processos de materiais, nanotecnologia, geração de ozônio e degradação de gases.
Atua no desenvolvimento de equipamentos geradores de ozônio com aplicações específicas, também, na capacitação de uso de ozônio em: Tratamento de água, tratamento de efluentes, processos de alimentos, esterilização, medicina, odontologia, agricultura, higenização de ambientes hospitalares, higenização de veículos em geral, entre outros. Sócio da International Ozone Association -IOA. Sócio fundador da Associação Brasileira de Ozonioterapia, Sócio da International Water Association, Sócio da AEPROMO. Fonte: Ibravet

1)  Favor descrever a ação do ozônio no organismo? 
       Os mecanismos de ação estão relacionados com laços duplos de carbono/carbono dos compostos orgânicos que se encontram presentes no fluido biológico. Isto está no livro de Aspectos Básicos e Aplicações Clínicas no livro cubano. Inicialmente procuramos que o ozônio se dissolva. O ozônio é dez vezes mais solúvel do que o próprio oxigênio: na água do plasma e nos fluidos extracelulares; como a camada fina da água que cobre a pele ou nas mucosas do intestino e da vagina. O professor Bosch explica, nos processos fundamentais, que mesmo tendo sido consumido o ozônio pelos antioxidantes presentes no plasma há formação de espécies reativas de oxigênio que duram até um minuto. Por outro lado, tem uma formação de produtos de oxidação lipídica que é chamada também POL onde menciona que é a presença de peróxido de oxigênio oxidante e não um radical dentro das espécies reativas de oxigênio. De forma resumida pode-se dizer que o ozônio melhora o metabolismo do oxigênio no organismo. Promove o balanceamento de oxidação e redução, regula o metabolismo é um vermicida de ampro espectro e modula o sistema imunológico.
3) O ozônio é um tratamento para o autismo ou para algumas das comorbidades que o acompanham?  
Considero que o ozônio atua basicamente como sendo um detox e por outro lado atua melhorando o metabolismo do oxigênio que é o traz benefício para os pacientes com autismo.
    
 4) Existe algum protocolo consagrado utilizado no autismo? Caso sim, quantos ciclos de ozônio são recomendados, com qual frequência? Qual seria a manutenção?  
Na verdade, não existe um número mágico. Hoje em dia sabemos que os protocolos são cada vez mais individualizados. Então é um pouco difícil afirmar que serão necessárias 20 aplicações. O que se sabe dos trabalhos dos cubanos é que quando se fazem insuflações retais o número que conseguiram de resultado foi 20. Depois disso, fazer a manutenção também não tem nenhum número mágico. É apenas para dizer que já tem estudos feitos com glaucoma e que as vezes os pacientes com glaucoma fazem 2 vezes por ano e tem pacientes que fazem 1 vez por ano o ciclo de 20 aplicações. Existe a tabela que está circulando e que foi feita em excel. Está tabela foi construída a partir da informação que o professor Kalunga de cuba, em um curso, aonde menciona que a quantidade de ozônio que se deve administrar em um paciente com autismo é de 0,05mg/kg. A partir dessa informação reconstruíram uma tabela que está sendo utilizada normalmente. Esta tabela está dentro dos critérios também que escrevem os protocolos de Madrid e outros protocolos que existem no mundo.

5) Algumas crianças sentem agitação no início do ozônio. Poderia explicar as razões e como fazer para que isso não ocorra? 
Considero que toda ação traz uma reação. Quando fazemos uma faxina sempre irá nos causar um transtorno não será suavemente. Imagino que está reação é consequência da aplicação do ozônio e da oxigenação a nível cerebral.   
            
6)Poderias descrever os efeitos do ozônio nas diferentes vias: retal, auricular e EV (autohemo com ozônio)?                 

As vias retal e endovenosa são consideradas vias sistêmicas. A auricular podemos considerar como uma forma tópica com a finalidade também de oxigenar o cérebro. A auricular geralmente é utilizada para ozonizar as vias aéreas para quem tem sinusites, rinites e tem um conduto que comunica o sistema auditivo com o cérebro   por onde também é aplicado com a finalidade de oxigenar o cérebro. Estão sendo beneficiados também os pacientes com Alzheimer. Agora, as outras vias que são sistêmicas tem reações já mencionadas na primeira pergunta.

7) Quais são os riscos no caso do ozônio pela via retal?  
Normalmente o efeito colateral que aparece quando se fala de insuflação retal é a cólica que é passageira. Fora isso não se encontrou relatos de efeitos colaterais dessas insuflações retais. Muitas vezes o fato de aplicar ozônio nos pacientes e o fato de ter essas cólicas às vezes um pouco prolongadas é um sintoma de estar produzindo detox ou algumas coisas parecidas com isso. É uma reação do organismo. É uma limpeza. Por outro lado deve-se tomar cuidado ao introduzir a sonda. Esta deve estar bem lubrificada para não causar danos na parede do cólon.

8) Ozônio mata bactérias e fungos? Qual seria a ação do ozônio na microbiota intestinal? É recomendado o uso de probióticos concomitante ou apenas após os ciclos?    
O ozônio ao atuar dentro da insuflação retal basicamente irá matar os microrganismos que se encontram sejam fungos ou bactérias. Ele vai diminuir a carga fúngica e bacteriana, mas, não vai eliminar por completo por ser uma quantidade elevada de microrganismos. Podemos imaginar que o número de bactérias que temos por centímetro quadrado é de 10⁸. Ao aplicar ozônio podemos elevar quem sabe a 10⁷. Então ainda teremos muitas bactérias que irão sobrar. Logicamente existe um limite de doses que se deve aplicar. Então não se deve aplicar indiscriminadamente até causar lesão, por exemplo, no intestino. Respeitando essas doses não teremos necessidade de utilizar os probióticos, mas, por segurança tem muitos que estão usando. Não acho necessários, mas, se estiver à mão fará o bem somente.
  
9) O protocolo de madrid estabele que diferentes doses de ozônio desempenham diferentes papeis no organismo, poderias desenvolver melhor esse raciocínio, discorrendo sobre as doses, considerando crianças?     
Temos as doses baixa, média e alta. As doses baixas se utilizam quando o sistema imune está baixo, comprometido. Imaginemos que pegamos uma gripe. A gripe nos acomete quando nosso sistema imunológico está baixo. Pode-se neste momento utilizar doses baixas de ozônio. E existem uma série de doenças que se manifestam com a queda da imunidade aonde se pode aplicar doses baixas de ozônio. No caso de insuflações retais estão entre 10 e 15µg/mL.
As doses médias também denominada como imunomodulador e estimula o sistema enzimático antioxidante de defesa. São mais úteis em doenças degenerativas crônicas tais como Diabetes, Ateroesclerose, Parkinson, Alzheimer e Demência Senil. Doses altas com efeito inibidor sobre mecanismos que são produzidos em doenças auto imunes como Artrite Reumatoide e Lúpus. Utiliza-se em ferimentos infectados e também para fazer água ozonizada.  

10) Jim afirmou que ozonioterapia é mais forte do que MMS, que tem  maior poder oxidativo e com isso pode prejudicar o corpo. Disse que tudo que ozônio pode fazer, MMS tbem pode.    Qual sua opinião sobre isso?                  
Como havia mencionado anteriormente não temos textos comparativos e existem limites de doses de ozônio para que não seja prejudicial. Levando em consideração as doses limites não haverá nenhum problema. Mas, se o MMS também é capaz de fazer tudo o que o ozônio faz também acho válido. Mas, infelizmente não temos estudos comparativos para dizer qual é o melhor apenas relatos de pessoas que estão melhorando e estão tendo também reações adversas que aparece em cada um deles. Seria bom juntar todas estas experiências para que elas possam ajudar mais tarde.

11) Quantas seriam as aplicações em um ciclo de ozonio?                       
No caso de insuflações retais o que os cubanos mencionaram são 20 aplicações. Essas 20 aplicações podem ser intercaladas. A pouco tempo escutei deles em um curso em dezembro que eles estão fazendo diariamente. Considero que este número não deve ser válido para todos. Pode ser que alguns pacientes precisam de mais aplicações e outros que necessitam de um pouco menos. É importante fazer uma avaliação constante do paciente sobretudo o aspecto clinico. Como ele está se mostrando? Como ele está se comportando? Acho que com estes indicativos consegue-se analisar quem precisa fazer mais ou menos ozônio.
12) Qual seria o intervalo entre os ciclos?        
Não tem um estudo ainda para o caso de autismo. Imagino que quem está tratando ou quem convive com pacientes de autismo sabem mais ou menos quando estão precisando.   Não existe um trabalho publicado que mencione que vai ser duas vezes ao ano ou a cada 5 meses ou 6 meses. Apenas vou repetir o que já se tem no caso de glaucoma. Tem pacientes que precisam fazer duas vezes por ano e tem pacientes que precisam fazer uma vez por ano.       
13) Existe necessidade de repetição dos ciclos?
                       Considero que sim, pois, não é uma doença que tem cura. É apenas uma doença que vai melhorando e se vê o limite dessa melhora. E o ciclo de repetição pode ser feito após essa avaliação pelo médico.
14) Quais os possíveis benefícios do ozônio?      
Um dos maiores benefícios que se tem nos casos dos pacientes com autismo é melhorar os níveis de oxigênio e regular o metabolismo. Considero estes dois sendo os mais importantes.
       
15) No autismo são indicados quantos ciclos?  Qual o parâmetro para parar de fazer ciclos e ficar só fazendo as manutenções?                       
Menciono novamente que o número de aplicações por ciclo é 20. Mas, deve-se considerar que o paciente pode precisar de mais ou menos aplicações. Isso deve ser avaliado pelos médicos e geralmente pelos pais que são os mais observadores. Podem ser realizadas manutenções uma vez por semana ou uma vez por mês que também depende das observações dos pais ou dos médicos.

16) Existe protocolo específico pra h Pylori? E para clostridium?      
O que se menciona para o H Pylori é tomar água ozonizada uma vez por dia durante uma semana ou óleo ozonizado 3 gotas por dia.
               
17) É verdade que ozônio mata bactérias mas aumenta fungos?                    
   Não é verdade. Ozônio mata bactérias e mata fungos também. O ozônio não é seletivo.

18) Quais exames devem ser feitos antes de fazer ozônio? Quais seriam as contra indicações de fazer ozônio?     
O protocolo de Madrid menciona o exame de deficiência de glucose 6 fosfato desidrogenase. Este é um exame de sangue que estão fazendo não é tão marcante, mas,pode ser fator auxiliar, mas, por precaução alguns médicos estão fazendo. E o teste para hipertireoidismo. Fora isso as outras contra indicações considero não ser muito relevantes, pois já vi pacientes com hemorragias tomar ozônio e melhorar os quadros hemorrágicos. Assim como os pacientes cardiovasculares. Há um pouco de controvérsia entre o que já está escrito e os pacientes que estão se tratando. Mas, eu basicamente menciono a glusose 6 fosfato desidrogenase e o teste para hipertireoidismo. Os demais devem ser avaliados com um médico.

19) De acordo com a concentração, quais são os benefícios dá ozônioterapia? 
Já foi mencionado um pouco antes. As doses baixas se utilizam quando o sistema imune está baixo, comprometido. Imaginemos que pegamos uma gripe. A gripe nos acomete quando nosso sistema imunológico está baixo. Pode-se neste momento utilizar doses baixas de ozônio. E existem uma série de doenças que se manifestam com a queda da imunidade aonde se pode aplicar doses baixas de ozônio. No caso de insuflações retais estão entre 10 e 15µg/mL. As doses médias também denominada como imunomodulador e estimula o sistema enzimático antioxidante de defesa. São mais úteis em doenças degenerativas crônicas tais como Diabetes, Ateroesclerose, Parkinson, Alzheimer e Demência Senil. Altas doses com efeito inibidor sobre mecanismos que são produzidos em doenças auto imunes como Artrite Reumatoide e Lúpus. Utiliza-se em ferimentos infectados e também para fazer água ozonizada.  
    
20) Posso fazer ozônio auricular no mesmo dia que o retal?             
            Sim. Porque as doses acumulativas vão estar abaixo do que se chama janela terapêutica. Então há segurança.
         
21) Na insuflação retal, como o ozônio é absorvido para todo o organismo?    
Na mucosa que temos no cólon o ozônio vai fazer todos os produtos oxidantes. A partir desse momento ele é absorvido primeiro pelo fluído e este transmitir através dos capilares do intestino e vai levar pela corrente sanguínea e isso vai servir para todo o organismo. Por isso que a insuflação retal é utilizada quase que para todas as doenças aonde se utiliza ozônio terapia.       
              
22) O que pode acontecer se a pessoa não enviar a máquina de ozônio para manutenção? Existe risco?                      
 Se a máquina é usada com cuidado dificilmente haverá problemas. Já vi máquinas que mandaram pra revisão e ela estava produzindo praticamente o mesmo de quando a compraram. E por outro lado tem máquinas que chegaram com calibrações deterioradas porque geralmente fazem óleo ozonizado e estas máquinas não estão preparados para o óleo. Então este tem sido o maior problema dessas máquinas. Quem está fazendo o uso do equipamento com cuidado não deve se preocupar por dois anos, mas, as recomendações são fazer avaliações uma vez por ano. Logicamente, quem está usando em casa não tem o mesmo uso, por exemplo, de uma clínica. Considero que deve-se fazer a revisão pelo menos a cada dois anos.

23) Há risco da máquina ou o cilindro de oxigênio explodir? 
Não. A máquina não pode explodir assim como o cilindro também não. Eles tem um sistema de segurança pra que isso não ocorra.

24) Há alguns tipos de máquina de ozônio que não tem o cilindro de oxigênio. Poderia nos explicar a diferença com as que usam o oxigênio medicinal? 
Eu fico até assustado com isso, pois tem muitas pessoas em função de preço utilizando esta máquina que trabalha com o ar ambiente. E não existe nenhum trabalho científico que comprove que ozônio terapia pode ser feito utilizando o ozônio a partir do ar ambiente. Porque o ar que respiramos tem 78% de nitrogênio, 20% de oxigênio, então se uma máquina está fazendo ozônio a partir do ar ambiente ele está usando esses 20% de oxigênio. Considerando que na ozônioterapia utilizamos apenas 1% disso as concentrações que saem de ozônio dessa máquina não passam de 2mg/L por outro lado a maior quantidade que está aplicando é de nitrogênio. Então como fica a absorção do nitrogênio dentro dos fluídos? Eu não sei explicar isso porque nunca vi. Tem coisas que não foram estudadas e que não poderei responder as coisas que acontecem com esse ar ambiente que estão fazendo. Agora a quantidade de ozônio que estão aplicando a partir dessas máquinas é muito baixa.
              
25) É necessário fazer enemas e qual seria a função do enema? Dá diferença no tratamento para quem não faz enema?                      
O assunto do Enema surgiu aqui no Brasil. Quando eu fiz o curso em 2002 em Cuba ninguém mencionava o Enema. Depois fiz o curso na Espanha e no México também não mencionaram o Enema. O Enema apareceu aqui no Brasil. Lógico que tem benefícios fazer o Enema porque você deixa limpo o intestino e o ozônio é absorvido da melhor forma. Agora, quem não faz Enema também tem resultados. Se tiver a oportunidade de fazer Enema, faça. Se não tiver a oportunidade irá fazer efeito da mesma forma.

26) Há vários tipos de enemas. Qual vc indica? Quantas vezes na semana?
Não conheço a diversidade do Enema. Apenas o que se escuta é o Enema do café sobretudo para problemas hepáticos. E o que escuto também é a hidrocólon com água ozonizada. Estes são os dois casos que escuto mais, mas, não sei qual é a eficiência de cada um deles.                   
27) Há algum estudo ou pesquisa sobre Ozonioterapia específico para o autismo?

Sei que em Cuba está se formando um grupo que estão fazendo estes estudos e reorganizando o Centro Nacional de Investigações que seria o Centro Nacional de Pesquisas que estava um pouco parado. Estão tentando formar o grupo novamente e tentando conduzir estudos de ozonioterapia em autistas. Fora isso, aqui no Brasil, tem-se comentado fazer um quadro estatístico de relatos de casos. Porém, não conheço outros grupos.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Café com Conhecimento - Entrevista com Jim Humble sobre MMS

Resultado de imagem para jim humbleEntrevista com Jim Humble, escritor do livro The Miracle Mineral Supplement of the 21st Century (O suplemento mineral milagroso do séc. 21).
1) Qual a sua experiência com o uso do MMS nas mais diversas doenças?
Há vinte anos venho usando o MMS para tratar todo tipo de doença e quase sempre obtenho sucesso.               
2) Qual sua experiência do uso do MMS no autismo? Tem que ser de uso continuo ou melhor dar anti oxidantes nos intervalos? Usar continuamente não incide em riscos? Que exames podem ser feitos para monitorar possíveis problemas?                      
É preciso usar o MMS  de forma contínua e não é necessário o uso de antioxidantes. Na minha experiência de vinte anos usando o MMS não tenho visto nenhum risco de usar continuamente ou necessidade de fazer testes e/ou exames.
4) Qual sua opinião sobre mms e parasitas? MMS consegue matar vermes?       
 Minha opinião é que o MMS consegue matar os parasitas e fazer com que o corpo elimine os vermes expelindo-os.
5) Fale de sua experiência  com mms para febre amarela e dengue.    
O MMS funciona para febre amarela, dengue, zika e para Chikungunya. E existe um protocolo para estas doenças que estão no meu novo livro que saiu recentemente e estará disponível em breve em inglês.                  
6) Você acha que CDs é tão eficaz quanto MMS? Quando um ou outro deve ser utilizado?                 
      Acredito que o MMS seja mais eficiente em relação ao CDs.  Recomendo usar gotas de MMS preparados na hora e para ter uma maior eficácia elas devem ser frescas. O CDs pode ser usado na pele bastante concentrado, mas não é tão bom como o MMS que pode dar melhores resultados. Algumas pessoas podem preferir o CDs, mas a experiência dele é que não é tão efetiva como o MMS. Há uma razão especial pela qual o MMS é mais eficaz pois possui Clorito de Sódio e o CDs possui apenas Dióxido de Cloro. O MMS possui o Clorito de Sódio também e o corpo precisa dos dois (Clorito de Sódio e Dióxido de Cloro).
7) Qual seria a melhor indicação para crianças, MMS ou CDs?
 Usando o MMS do modo como indico no meu livro, ele é melhor para as crianças.
9) Uso de antioxidantes lipossolúveis devem ser evitados quando se usa MMS?      
Não é necessário usar especificamente antioxidantes usando o MMS. Mas, também não vejo problema em consumir ácidos graxos antioxidantes se não forem consumidos ao mesmo tempo. Se consumidos depois de uma hora não há nenhum problema. Ou melhor ainda, duas horas para ter certeza.
8) Fale sobre os diferentes protocolos. Qual o mais eficaz para o autismo? 
Eu acho que o melhor protocolo é o que eu explico no meu novo livro denominado The Health Recovery  Plan (O Plano para a Recuperação da Saúde).  Os protocolos estão explicados no livro. Iniciando pelo protocolo de início que se refere a como se inicia seguido do protocolo mil, protocolo mil plus e protocolo dois mil que são diferentes protocolos que compõem os guias para a recuperação da saúde que indico para qualquer tipo de doença crônica e com o autismo não é diferente. Por isso indico esse guia que é o fruto de mais de 20 anos usando o MMS e acompanhando as pessoas na recuperação da saúde.
10) Os outros antioxidantes como vitamina C podem ser usados após o uso do MMS? Quanto tempo após?      
Os antioxidantes podem ser utilizado após duas horas. Lembrando que anteriormente falei que não há a necessidade de utilizá-los.
 11) Poderia fazer um comparativo entre tratamento com ozônio X MMS?                       
O que devemos associar no tratamento do autismo além do MMS?       
O ozônio é um oxidante de muita potência e muito forte. Pode ser útil utilizar o ozônio em algum momento, mas, deve-se usar com muito cuidado sabendo muito bem como se usa, pois, ele pode causar danos ao corpo. O MMS é um oxidante de baixo poder oxidativo e não irá causar danos ao corpo. Então não tenho visto a necessidade em usar o ozônio porque tudo que ele pode fazer o MMS também faz e não tem risco.          
Junto com o MMS pode ser usado o DMSO (Dimetilsulfóxido) e também o Hipoclorito de Cálcio que é o MMS2 de acordo com as instruções no meu livro. Tenho visto que usando estes produtos pode-se curar qualquer tipo de doença inclusive o autismo em crianças.       
14) Por que MMS não mata Fungo?                       
Em geral o MMS mata os fungos. Porém quando há muitos tipos estranhos de fungos o MMS não consegue matar. Aqueles fungos muito raros e pouco frequentes que o MMS não consegue eliminar, pois são resistentes a oxidação, podem ser eliminados com argila de bentonita.
13) Qual o mecanismo do MMS, pq ele é eficaz contra patógenos e ano mata células saudáveis ou bactérias  intestinais boas?      
O MMS é muito eficaz como oxidante e ele oxida arrancando os elétrons de outros átomos que são sensíveis a oxidação. Mas, ele reage contra as toxinas. E as bactérias prejudiciais estão excretando toxinas, matérias fecais, que são toxinas que na verdade causam danos ao corpo. Então as células do corpo não excretam essas toxinas e as bactérias benéficas também não. Sendo assim o MMS reage com essas toxinas que estão saindo das bactérias e é nessa reação que o MMS atua.             
Você tem experiência de MMS e doenças autoimunes?     
Sim, tem sido tratadas milhares de pessoas com doenças auto imunes e geralmente essas se recuperam rapidamente.                 
16) MMS pode ser usado para limpeza de frutas?
Sim, o MMS é muito bom para lavar as frutas e faz com que elas durem 3 ou 4 dias a mais.                       
17) MMS pode ser usado para escovar dentes, clareia os dentes? Não desgasta o esmalte do dente?    
Sim, você pode usar o MMS para lavar os dentes, pois, é muito eficaz e não causa danos ao esmalte dos dentes. Geralmente o MMS clareia os dentes sim. Em alguns casos pode parecer que não, mas, é porque pode ter algum tipo de bactéria que demore algum tempo ou semanas para eliminar completamente as bactérias e, depois disso, se persistir o uso consegue-se clarear também. Porém se foi incorporado algum material no dente pelo dentista este material pode amarelar, mas, não o esmalte natural.
18) há MMS que são mais puros que outros? Vc indica alguma marca específica? Há riscos de haver MMS industrializado com contaminação de metal pesado?
Sim, pode ter algum MMS, Clorito de Sódio, que sejam mais puros, mas pela natureza do MMS e pela capacidade oxidativa que tem não há problema de ter risco de metais pesados. A fórmula do MMS é 280g de MMS (Clorito de Sódio) por 720g de água porque no Brasil estão colocando 280g de MMS por 1000g (um litro) de água. Estão fazendo um MMS mais fraco do que é a que recomendo.            
19) MMS pode ser usado por crianças com problemas intestinais como doença de crohn?          
Sim, claro que sim. O MMS pode ser usado em crianças com problemas intestinais e doenças do Crohn e pode seguir as instruções do meu livro. A dosagem para as crianças é de acordo com o peso e isto está calculado no livro.            
20) Qual dieta a ser adotada durante o uso do MMS?
Pode ser uma dieta normal. Eu não indico um tipo de dieta especial só digo que deve ser uma dieta saudável sem comida “lixo”. É melhor consumir quantidades pequenas de comida entre as horas tomando o MMS e fazer refeições maiores algum tempo depois de ter tomado algumas dosagens ou então pode-se fazer refeições maiores algum tempo antes de tomar o MMS. Lembrando que o tempo deve ser maior. Alimentos muito ácidos sem antioxidantes como suco de laranja, café ou morango não devem ser tomados juntos com o MMS ou perto do MMS.          
21) Por que algumas crianças sentem ânsia de vomito com o uso do MMS?               
        Algumas crianças sentem ânsia de vômito porque estão tomando uma dosagem excessiva de MMS e deveriam tomar uma dosagem menor ou suficientemente mais baixa para que não sintam essa ânsia de vômito. O meu livro está escrito as Golden rules (regras de ouro) de quando e como tomar o MMS que explica como usar o MMS para não dar ânsia de vômito. O vômito acontece porque o MMS está limpando o organismo o que é uma coisa boa, mas não queremos passar por este desconforto. Se isso está acontecendo é porque a dosagem está elevada e deve-se reduzi-la. Essa é uma das regras de ouro que está no livro.
22) Existe algum tipo de trabalho ou pesquisa com o uso do MMS?
Há um Centro de Pesquisa de Documentos sobre a ingestão do MMS. Não são pesquisas específicas sobre tratar doenças e sim sobre a ingestão; e os resultados mostram que não há problema em ingerir o MMS.

Tradução: Manuel Cátedra

“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais do Santa de Casa Faz Milagre.”

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Café Com Conhecimento - Entrevista com Dr. Paulo Fleury sobre o uso medicinal da Cannabis


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Paulo Fleury Teixeira
Médico de família, especialista em Canabis Medicinal.

O Santa de Casa Faz Milagre teve uma conversa rápida com o Dr. Paulo Fleury sobre o uso dos canabinoides para o tratamento do autismo e da epilepsia, e ele nos agraciou inteligentemente com a sua trajetória de pesquisas e conhecimento sobre o assunto. Espero que gostem deste momento do Café Com Conhecimento tanto quanto nós:
"O que me motivou a buscar esses tratamentos medicinais com canabidiol foi, em primeiro lugar, o tratamento da epilepsia. Pessoalmente, ou em estudos com outros colegas, pude ver resultados muito bons no tratamento da epilepsia, principalmente em crianças, com óleo de Cannabis, tanto no controle de crises convulsivas quanto no desenvolvimento global. Algo inesperado inicialmente, foram as mudanças de tendência no desenvolvimento global, o que já despertava interesse para um eventual tratamento dos déficits de desenvolvimento global.
No Brasil, os profissionais da saúde e os pais tiveram acesso ao Canabidiol através dos estudos sobre a Epilepsia, que recebeu um impacto midiático no que diz respeito ao tratamento das epilepsias refratárias através do óleo de Canabis, e então gerou abertura quanto à institucionalidade (ANVISA): adequação das regras sobre os óleos ricos em CBD e THC.
CBD e THC são os dois componentes ativos mais presentes na planta quando ela sofre um processo de ativação pelo calor (descarboxilação). A partir deste processo ela fica com uma concentração alta de CBD e THC - componentes que têm maior atividade no nosso organismo. O THC é, seguramente, o mais psicoativo e em geral, o mais ativo, e o CBD é menos psicoativo, diferentemente do que algumas pessoas pensam, podendo ter efeitos que induzem à sonolência ou adversidades quando associados a medicamentos psicoativos. Nas plantas comuns, o índice de THC é mais alto do que o de CBD. As plantas com CBD mais alto são raras e utilizadas para fabricação desses óleos que são importados para o Brasil. Os óleos artesanais produzidos e vendidos sem autorização da Anvisa provavelmente contêm teor de THC mais alto, portanto é preciso estar atento.
Uma segunda fonte de informação muito importante para chegar a esta perspectiva, foi entrar em contato com Renato Malcher que é um parceiro intelectual, biólogo, que estuda o canabidiol e seus efeitos no sistema nervoso. Quando do seu estudo,  ele veio a ter um filho autista, passando a se interessar redobradamente pelas terapias dos canabinoides,  e vindo a construir um conjunto de teorias e hipóteses sobre as quais se poderia tratar o autismo com óleo de Cannabis. Ele já havia tentado isso de uma forma instável com óleos artesanais, tendo efeitos positivos, e numa palestra em Brasília, falou sobre teorias que confirmaram os meus pensamentos e estudos sobre o canabidiol. Além de outras fontes que me levavam a esta hipótese, a teoria simplesmente descrita, que me parece muito razoável e consistente, é de que haja uma super excitabilidade neuronal que se associaria a praticamente todos os sinais e sintomas do autismo - ou pelo menos a um grande conjunto deles - e distúrbios associados, como os distúrbios do sono, característico de muitos autistas. Hiperatividade neuronal esta, que me pareceu muito razoável ser tratada com óleo de cannabis que ajuda no tratamento de muitas crianças epilépticas no Brasil (doença que se apresenta em muitas crianças no espectro e que, como mostram diversos estudos, tem relações com o autismo). Hoje, um número que parece seguro e que aparece com muita frequência é de que temos altos níveis de controle das convulsões que é em torno de 30% de eliminação de crianças epilépticas refratários, e no restante há uma melhora escalonada, e pareceu extensível este tratamento em relação ao distúrbio do sono em autistas, na hiperatividade e nos déficits de atenção.
Meu primeiro caso de uma criança autista fazendo tratamento com óleo por um período de 2 anos tinha como principal característica o distúrbio do sono intenso levando a um número de despertares muito grande, próximo de 12 a 20 por noite.  Isso tornava a vida da família muito angustiante, e a mãe, especialmente, estava muito sobrecarregada com esta condição. Após o início do tratamento teve uma melhora progressiva excelente, no que diz respeito ao distúrbio. Hoje, com o uso do Óleo, ela tem, em média, um despertar por noite, e a polissonografia indica uma melhora surpreendentemente positiva: no início, o número era de 129 episódios repetitivos de braços e pernas, de quase despertares ou despertares completos, provocados pela inquietude por atividade epileptiforme e o último exame de polissonografia resultou em um número de 0 atividade epileptiforme ou de movimento repetitivo, apresentando também grandes melhoras nas atividades do desenvolvimento global. Além de desenvolvimento consideravelmente bom no da fala.
A trajetória que me levou ao estudo do canabidiol com grande interesse também se baseia em um conjunto de evidências empíricas importantes como de um grupo de amigos que tem um relato de caso histórico muito próximo e me pareceu importante considerar; são pessoas diagnosticadas como hiperativas e que tiveram um caminho difícil na sua infância e adolescência, com medicamentos, e também na sua trajetória escolar e encontraram no uso constante de maconha fumada um equilíbrio que não tiveram com outros medicamentos, o que agrega o meu estudo por me parecer importante. Atravessando outros pontos, por algumas décadas também aparecem relatos de casos de mães na internet que começaram a tratar o seu filho com cookies ou brownies que foram feitos com manteiga de maconha, por exemplo. Essas mães obtiveram controle em aspectos dramáticos do autismo como as crises de agressividade. E ao falar maconha ou Cannabis, falo de plantas com THC em alto teor e não as que são voltadas para produzir CBD. Então esse foi o caminho que usei pois estava convencido e atravessar estes estudos com crianças epilépticas e os resultados apresentados por elas.
Hoje buscamos orientar pais de crianças autistas com a possibilidade de um tratamento para esses aspectos centrais com o óleo de cannabis que possui vantagens sobre os tratamentos tradicionais, especialmente os medicamentosos, disponíveis para o autismo. Um grupo de pacientes de Belém do Pará se interessou no tratamento e conseguimos a doação de uma empresa norte-americana através de uma associação de pacientes e interessados em cannabis medicinal aqui na região de Minas Gerais, A AMA+ME, para fazer um tratamento experimental de 9 meses, pois o acesso é muito dificultado, principalmente no que diz respeito à legislação brasileira (não estou tendo dificuldade relativamente significativa no estudo com os meus pacientes, apesar de ser preciso acionar o Estado e a Anvisa para conseguir  o uso do óleo no Brasil). Os pacientes que estavam no estudo receberam doação da empresa de Colorado, durante o tratamento, o que possibilitou a continuidade, já que o custo é alto (o tratamento de uma criança com aproximadamente 30 kg sai por cerca de R$ 2.000 por mês) e por isso um grupo de pais passou a buscar outras alternativas, como o uso dos óleos artesanais.
Eu iniciei esse grupo de tratamento para o autismo com 18 pacientes sendo que 15 estavam iniciando o tratamento e 3 já estavam sendo acompanhados por mim, sendo que 2 já descrevi e o terceiro é filho de um colega médico aqui em Belo Horizonte: uma criança epiléptica grave com alto risco de morte por causa da frequência das crises convulsivas e, no entanto, desde que começou a usar o óleo teve uma evolução boa e hoje já não usa outros convulsivantes. No terceiro ano do uso do óleo ele desenvolveu visivelmente os seus aspectos gerais, lembrando que ele é uma criança com limitações importantes, pois sofreu crises convulsivas generalizadas com grande frequência durante a vida, então tem lesões neurológicas permanentes, e mesmo assim, dentro de suas limitações, obteve grandes melhoras. Os outros 15 pacientes do grupo têm características comuns do TEA, sendo um conjunto de crianças epilépticas, outro de autistas de alta performance, outros com crises de auto-agressividade e hiperatividade, dentre outros. Acredito ser um leque bastante importante e com esses 18 pacientes tive uma representatividade significativa no que diz respeito à pesquisa do Canabidiol. Esta é uma amostra que pode não ser considerada expressiva, de um modo geral, mas indicativa, das condições gerais que se encontra nos diagnósticos das crianças
No início do tratamento tivemos três desistências por causa do uso de medicamentos tradicionais que foram retirados durante o tratamento, ex: rebote por retirada abrupta e outros efeitos. Hoje tenho visto muitos pacientes neurológicos com síndromes epilépticas graves que diante da falência com outros medicamentos têm iniciado o tratamento com óleos de cannabis e o próximo passo foi reduzir a dosagem dos outros medicamentos e aumentar o nível de óleos, o que diminuiu a frequência das crises epiléticas, e a partir desta atitude, hoje, estamos conseguindo fazer uma introdução mais segura dos óleos que é concomitante à retirada dos medicamentos.
O desenvolvimento da criança no TEA que está em tratamento com o canabidiol é visto no estudo com grandes melhoras na área da comunicação, no controle dos distúrbios do sono, diminuição de crises epilépticas, recognição social, dentre outras áreas de dificuldade no processo de desenvolvimento.
Eu percebo que devido ao pouco tempo das pesquisas sobre os efeitos do canabidiol, não temos relatos sobre o seu uso prologado.Mas espero, para crianças epilépticas refratárias, que continuem o tratamento até que haja um avanço no conhecimento que seja superior a esta terapêutica, o mesmo eu penso para crianças com distúrbio do sono grave, bem como com crises de auto agressividade e em todos os extremos do autismo. Nesses casos eu não consigo visualizar questões de dependência do uso contínuo. Já que as pesquisas são muito novas não temos certeza dos efeitos de dependência. Já no que diz respeito à interrupção do óleo, tive um paciente que não era agressivo e que teve grande melhora no desempenho cognitivo e funcional, mas interrompeu o tratamento devido à seletividade alimentar que estava causando emagrecimento, e tendo interrompido não teve regresso nos ganhos (este é o único caso em que observamos este resultado), diferentemente de quando aconteceu interrupção em casos de crianças com relatos de agressividade em que após esta interrupção as crises voltaram.
Me parece razoável que não haja dependência no uso do Óleo de CBD. As dificuldades são com as interrupções ocasionais ou não. Quando se fala de dependência as pessoas estão falando em cannabis em geral ou THC. E tenho experiência com pacientes utilizando óleo rico em THC ou cannabis integral e não vejo dependência importante. No grupo de 18 crianças que posteriormente foi reduzida a 15, vejo dificuldades na interrupção, pois as crises voltam, diferentemente das drogas tradicionais que causam dependência e efeito rebote. O processo de tratamentos tradicionais é muito limitado diante das dificuldades das crianças e eu tenho a segurança que do ponto de vista orgânico não existe associação entre o uso de canabinóides crônico e qualquer problema de saúde, diferentemente dos tratamentos tradicionais como o uso da Risperidona, associado à obesidade, parkinsonismo e hipercolesterolemia. Acredito que os tratamentos alternativos podem diminuir ou eliminar todos os antipsicóticos e anticonvulsivantes e conseguir bons resultados, portanto é uma grande vantagem já que este é um fitoterápico seguramente comprovado.
Está havendo uma expansão do uso de óleos artesanais no país, pois muitos cultivadores estão plantando e mudando sua forma de cultivo - e podem e devem fazer isso - pois há demanda para fazer o óleo com igual qualidade ao dos Estados Unidos e mais barato. Nós temos um relato histórico de uso de Cannabis - que tem teores de THC maiores – em que talvez haja surpresas negativas (e eu espero que não), pois os efeitos dos canabinoides pelo menos até onde eu posso dizer relativamente são inócuos comparando-se aos outros remédios tradicionais. Não queremos desfavorecer o THC, muito pelo contrário, pois tenho pacientes com evoluções surpreendentes com o uso de óleos artesanais com grande índice de THC e que tiveram controle excelente de crises. Os óleos artesanais têm problemas no que diz respeito à continuidade por causa da diversidade e da qualidade das plantas, o que pode influenciar no tratamento.
Na minha visão não há restrições importantes para crianças epilépticas, autistas ou autistas epilépticos. Se tratando de epilepsia refratária a necessidade é que comece o tratamento o mais cedo possível, pois dos tratamentos existentes é o menos agressivo, então seguramente é uma opção de tratamento com início precoce. Nos casos de autismo sem epilepsia, se o responsável está considerando o uso de antipsicóticos eu sugiro que inicie com o óleo, pois ele atua sobre o conjunto mais amplo dos sinais e sintomas, diferentemente das drogas tradicionais. Uma possível restrição é o uso de uma ou mais medicações psiquiátricas associadas ao óleo rico em CBD ou em THC. Pode ser utilizado com entrada mais suave do canabidiol e retirada lenta e programada dos antipsicóticos e até anticonvulsivantes, apesar de último ter boa associabilidade ao tratamento com canabidiol.

É importante ressaltar que não estamos falando em cura, mas em melhorar o desenvolvimento global da criança autista, trabalhando no controle dos aspectos mais graves e a alteração da curva do desenvolvimento para cima, abrindo portas de oportunidade para desenvolvimento futuro.