terça-feira, 23 de abril de 2013

O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS AUTISTAS E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS E SOLUÇÕES





Em seu livro "Healing and Preventing Autism" o Dr.Jerry Kartzinel e Jenny McCarthy apresentam um quadro com os comportamentos mais comuns aos autistas e as possíveis causas e soluções para cada um. Esse quadro foi baseado na experiência clínica de mais de 10 anos de observação e tratamento de autistas. Mas lembrem-se, não são verdades absolutas, são indicativos!

COMPORTAMENTO/SINTOMAS
CAUSAS POSSÍVEIS
POSSÍVEIS SOLUÇÕES
Flapping
Agitar braços e mãos
Toxinas, alimentos, deficiência em Omega  3, levedura.
Corrigir deficiências e eliminar toxinas, antifúngico.
Caminhar na ponta dos pés
Levedura, constipação, dor/irritação intestinos.
Desintoxicação de levedura com antifúngico, antibiótico específico, laxante.
Girar em círculos, balançando para frente e para trás
Dor relacionada. Infecções, problemas alimentares, intoxicação por metais pesados.
Antiviral. Tratar infecções. Anti-inflamatório, modificar dieta, desintoxicação de metais pesados.
Bater cabeça, auto ferimento.
Dor em qualquer lugar. Pode ser úlcera, refluxo, doença intestinal, ansiedade, Anormalidades estruturais do cérebro. Enxaqueca.
Teste para inflamação, tratamento de úlceras, tratamento infecção, tratamento ansiedade com Xanax. Se o XANAX funcionar confirma a ansiedade, então tire o XANAX e troque por remédios naturais. Caso contrário procurar e tratar outras causas. Motrin. Ressonância Magnética de cérebro.
Olhar de canto de olho
Baixa na forma natural de vitamina A.
Óleo de fígado de bacalhau(livre de mercúrio), terapia da visão.
Barriga inchada
Constipação, leveduras, gases.
Laxantes, antifúngicos.
Perda do tônus muscular
Falta de nutrientes, problemas metabólicos...
Suplementar calorias, proteínas, vitaminas, minerais e óleos. Suplementar com carnitina, creatina, bem como suplementos de apoio mitocondrial.
Pele pálida
Instabilidade vascular, infecções bacterianas, disfunção imunológica, disfunção neurológica.
Tratar distúrbios subjacentes.

Diarréia
Muito suco, doenças infecciosas como levedura, diminuição de enzimas digestivas, doenças inflamatórias do intestino, constipação.
Remover e eliminar certos alimentos, isolar e tratar a doença infecciosa como a levedura, dar enzimas digestivas, tratar doença inflamatória do intestino, tratar constipação subjacente.
Círculos escuros sob os olhos
Alergias.
Teste de alimentos IgG, tratar sinusite, eliminar alérgenos. Tratar com antialérgicos. 
Abocanhar, comer coisas anormais como sujeiras, roupas, comida de animais.
Autismo global não tratado, levedura, deficiência nutricional, deficiência mineral.
Vitaminas, minerais, óleo, matar levedura, tratar autismo global.
Constipação
Doença inflamatória do intestino, infecção intestinal com levedura, defeito na metilação.
Laxante, matar a levedura, tratar inflamação do intestino.
Ranger dentes
Parasitas, doença inflamatória do intestino, dor, ansiedade, levedura.
Tratamento dos parasitas, tratar inflamação do intestino, matar levedura, autismo global.
Transtorno Obsessivo - Compulsivo
Disbiose (desequilíbrio no intestino tal como infestação de cândida), baixos níveis de serotonina, defeitos de metilação, PANDAS, inflamação.
Tratar cândida, antibióticos para estreptococos, suplementação 5-HTP, para aumentar serotonina, injeções de B12, cisteína, glutationa.
Gases
Cândida, constipação.
Laxante, antifúngico.
Refluxo
Alergias alimentares, alergias do ambiente, constipação.
Teste de alimentos IgG, Claritin, Singulair, Gastrochrom, laxante.
Erupções
Vírus, bactérias, alergias, defeitos de metilação.
Antibiótico para bactérias, antifúngico para eczema, Claritin para alergia, injeções
de B12 como suporte para a metilação.
Agressividade
Doença inflamatória do intestino, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, dor, infecção bacteriana, alergia, desequilíbrios hormonais.
Tratar inflamação do intestino, tratar infecção bacteriana com antibiótico. Claritin ou Singulair para alergias, Androgen painel (Labcorp) para avaliação dos hormônios.
Alimentos não digeridos nas fezes
Levedura, falta de enzimas digestivas.
Antifúngico, enzimas digestivas.
Vômitos
Alergias, constipação, distúrbio grave de integração sensorial.
 IgG teste, laxante, reeducação alimentar.
Febres constantes
Inflamação, infecção.
Avaliação do sistema imunológico, avaliação intestinal,avaliação de doenças infecciosas, avaliação auto imune.
Exaustão, cansado o tempo todo
Vírus, deficiência nutricional, alergias, levedura, envenenamento mitocondrial, disfunção da tireóide, intoxicação por metais pesados.
Nutrição, suplementos, teste IgG,  Claritin, antifúngico, avaliação da tireóide, , avaliação mitocondrial, desintoxicação de metais pesados.
Sem dor, disfunção sensorial
Glúten/laticínios .
Dieta sem glúten e sem caseína.
Não dorme a noite toda
Ingestão de alimentos errados, refluxo, dor no intestino, diminuição da produção de melatonina, constipação, ciclo de sono alterado, ansiedade.
Teste IgG, 5-HTP, melatonina, antiácido, investigar dor no intestino, eliminar trigo e leite da alimentação.
Perda de contato visual
Centro de visão desligado, uso de visão periférica.
Óleo de fígado de bacalhau, betanecol, avaliação da visão.
Sensibilidade ao som
Resposta inadequada para estímulos sonoros como parte do autismo, infecção viral, envenenamento por metais pesados.
Desintoxicação e terapia do som.
Alta tolerância a dor
Opiáceos derivados do trigo e do leite podem bloquear a dor.
Remoção de trigo e leite, pressão e compressão conjunta.
Não querem ser tocadas
Percepções anormais aos estímulos cotidianos, hipersensibilidade, dor.
Cura do autismo global.
Birras, gritos
Dor, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, luzes, sons, ou algum outro “gatilho”.
Remover do local onde ocorreu a situação.
Tratamento geral do autismo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

PORTAL UAI: ROBÔS QUEBRAM AS BARREIRAS DO AUTISMO


Texto publicado hoje no portal uai:


Robôs quebram as barreiras do autismo Experimentos comprovam que crianças portadoras do distúrbio interagem melhor com as máquinas do que com os terapeutas. Os amigos de lata despontam como ferramenta estratégica para reduzir principalmente a ansiedade dos pequenos


Publicação: 02/04/2013 07:44 Atualização: 02/04/2013 07:47
Roberta Machado
Amplie e veja como foi feito o experimento
Robôs são fascinantes. Ao andar, realizar tarefas e até mesmo falar, essas máquinas convidam qualquer um a parar e observar a tecnologia em movimento. Esse interesse natural pelos humanoides eletrônicos é explorado na ficção científica, em brinquedos e em eletrodomésticos, mas ainda há outras fronteiras que podem ser atravessadas pelos homens de lata. Trata-se do relacionamento com pessoas que têm dificuldade de interagir com outros humanos, mas que podem se abrir para um amigo mecânico: novas pesquisas reforçam a tese de que os robôs são mais atraentes para as crianças autistas do que os adultos. Além de divertida, a ferramenta robótica pode facilitar o trabalho de terapeutas e acelerar os efeitos do complicado tratamento do transtorno do espectro autista (TEA).
Sabendo do interesse dos pequenos pelas figuras robóticas, os pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Tratamento para Distúrbios do Espectro Autista (Triad, na sigla em inglês) decidiram colocar o talento das máquinas à prova. Um grupo de 12 crianças de 3 a 5 anos foi submetido a uma série de exercícios de atenção em uma sala com televisores que exibiam desenhos animados. Metade delas era diagnosticada com TEA, enquanto os outros participantes apresentavam um desenvolvimento comum. A técnica foi chamada de arquitetura adaptável mediada por robôs.
Em uma parte do teste, as crianças obedeciam aos comandos de adultos, que apontavam animadamente para os vídeos e chamavam os pequenos voluntários a olhar e fazer o mesmo. Nessa fase, os pacientes com autismo tinham dificuldade de interagir com os instrutores e não seguiam às instruções tão bem quanto os coleguinhas. Os resultados foram medidos por uma série de câmeras espalhadas pela sala, que detectavam a direção do olhar das crianças de acordo com o posicionamento de um conjunto de lâmpadas infravermelhas presas ao boné que elas usavam.
Mas tudo mudou quando os terapeutas saíram de cena e os robôs passaram a dar as ordens. Bastava o pequeno humanoide chamar o nome da criança para que ela olhasse interessada para a máquina. Reação percebida, por exemplo, em Aiden, uma criança de 3 anos que participou do estudo. O novo professor conseguiu atrair a atenção tanto das crianças com aprendizado regular quanto das diagnosticadas com o distúrbio. Mas a diferença de comportamento entre os pacientes com o autismo foi tão grande que eles praticamente se nivelaram com o outro grupo em termos de atenção. “Demonstramos que, se as crianças estão mais interessadas no robô do que na terapia humana, então o robô pode ser capaz de usar essa relação para atividades benéficas”, conclui Nilanjan Sarkar, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de Vanderbilt e um dos autores do experimento.
Aiden, de 3 anos, foi uma das crianças autistas participantes do estudo: interação com a máquina chamou a atenção dos pesquisadores
Adaptações
O novo colega das crianças que participaram do estudo é o robozinho NAO, um modelo de 58cm desenvolvido na França. Com mãos de três dedos e pernas articuladas, a máquina mais lembra um simpático personagem de desenho animado. Mas o design gracioso esconde uma avançada tecnologia. São duas câmeras, quatro microfones, sonar e uma rede de sensores táteis e de pressão. Ele também tem luzes de LED e um sintetizador de voz, que transmite gravações em uma voz eletrônica por meio dos sensores localizados na lateral da cabeça.
O robô foi adaptado para o estudo, “aprendendo” os movimentos necessários e ganhando voz por meio de gravações. O mesmo modelo de máquina é usado em mais de 40 instituições para estudos sobre a interação entre homem e máquina, muitos deles focados no espectro autista e em crianças. “Dá para ver que a criança dá atenção para o robô, e isso possibilita que se trabalhe com o aprendizado de conceitos ligados à escola e à vida. Isso vale para qualquer criança”, aponta Roseli Aparecida Francelin Romero, coordenadora do Laboratório de Aprendizado de Robôs do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da Universidade de São Paulo (USP).
O NAO, ressalta a especialista, conta com diversas ferramentas e um software flexível, que pode ser adaptado a diversas tarefas, além de aceitar comandos de voz em inglês e em francês, músicas e diversos comandos básicos pré-instalados. “O segredo é que ele é fácil de programar”, analisa Roseli. A máquina também tem um alto grau de liberdade de movimento e consegue fazer atividades como andar, agachar, ficar apoiada em um só pé e até mesmo jogar futebol.
Com o sucesso da iniciativa, o grupo da Universidade de Vanderbilt deu início a novos projetos com exercícios que trabalham outras dificuldades enfrentadas por crianças autistas, como aprender a imitar, brincar de faz de conta e dividir. As atividades podem parecer brincadeiras, mas, para os pequenos com o transtorno, esses são graves problemas que podem causar sérias limitações na vida infantil e adulta. “A primeira preocupação dos pais com crianças autistas é o atraso de linguagem. A partir disso, elas mostram falta de interesse e não mantêm contato visual nem respondem quando chamadas pelo nome. Outro problema são os movimentos repetitivos, chamados movimentos estereotipados”, descreve Carlos Gadia, pediatra e diretor da ONG Autismo & Realidade.

Interagindo e mãos dadas

Lidar com crianças com autismo exige tato e paciência, pois nem sempre elas estão aptas a seguir ou mesmo entender as atividades propostas. É aí que entram os robôs. O fato de crianças e adolescentes do espectro autista terem dificuldade de interpretar sutilezas sociais, como algumas expressões faciais ou frases que podem ter sentidos múltiplos, faz com que a mecânica das máquinas se torne algo reconfortante para eles. “Quando o terapeuta entra na sala, algumas crianças se escondem e choram. Se colocam um robô na sala, elas brincam com ele. Dão a mão para o robô, brincam, fazem coisas que não fariam com o terapeuta. Isso é um facilitador”, compara Carlos Gadia, pediatra e diretor da ONG Autismo & Realidade.
De acordo com o especialista, a técnica tem sido estudada em diversas instituições há pelo menos uma década.  Conforme o paciente encontra conforto, ameniza a ansiedade e se abre para as atividades, o terapeuta encontra mais espaço para coordenar pessoalmente os exercícios.
Entre as iniciativas que reforçam a proposta da interação está o projeto Robótica-Autismo, de Portugal. Desde 2008, a técnica é estudada pelo grupo formado entre a Universidade do Minho e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Com a ajuda de diversos modelos de robôs, os pesquisadores criaram atividades que desenvolvem competências sociais que ajudam no aprendizado. Enquanto algumas crianças apresentaram um aprendizado visível, outras mostraram progresso ao manter contato visual com os terapeutas ou somente no tempo de permanência na atividade proposta.
“O impacto do robô nas crianças não é facilmente comprovado, sendo perceptível que o interesse em relação à máquina depende da criança em questão, e esse fator condiciona o sucesso do estudo ”, aponta Filomena Soares, coordenadora do programa. Como cada criança reage de forma diferente, as experiências também são definidas e planejadas de acordo com as limitações individuais — e isso só pode ser feito por especialistas. Por isso, mesmo com o facilitador robótico, o fator humano continua indispensável no tratamento. (RM)





domingo, 17 de março de 2013

Carne de "gado verde", criado no pasto.


Faço compras de orgânicos e produtos sem glúten na Almazem  mas nunca tinha me lembrado de perguntar se eles vendiam carne. E eu andava procurando carne, lingüiça, salsicha, hambúrguer, qualquer produto que não tivesse glutamato, nitritos e nitratos, aqui em Belo Horizonte. Se esses produtos não são bons para nós, imagine para nossos filhos...
Nesse sábado, quando estava lá, vi uma pessoa perguntando pela carne e fui me informar.
Eles vendem a carne de ” gado verde” que é a carne de gado criado no pasto, sem uso de hormônios. Não é a carne orgânica, mas é uma carne bem melhor do que a que achamos em açougues e supermercados.  Nunca tinha visto essa carne lá, porque ela é vendida sob encomenda. Toda segunda é feito o pedido e a carne chega na quarta. É a mesma carne que é vendida no João Caipira também, só que o João ainda está fechado. Eles têm carne de gado bovino, suíno e ovino.
Também achei lá a lingüiça “Saraiva”, preparada sem corantes artificiais e sem glutamato e o vinho chileno orgânico de uva carmenese,   da vinícola Emiliana.
A ALMAZEM sempre tem suco “do bem”, massas sem glúten, ghee, geléias, doces, produtos da  Bem Nutrir, da Magui e da Bioessência. Vale a pena dar uma chegada lá. Só a conversa com a Marília e com o Gilberto já vale a ida.
A loja fica na Rua Arassuaí ( no google está assim, e a rua está sem placa...), 82, no bairro Serra. Essa rua é um quarteirão que fica na esquina da Rua do Ouro com a Rua Trifana.